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Coronel será o "homem do futebol" de Bolsonaro

Demétrio Vecchioli

28/01/2019 12h04

Ronaldo Lima, secretário nacional de Futebol (Lucas Figueiredo/CBF)

O coronel reformado do Exército Ronaldo Lima, ex-funcionário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-diretor das categorias de base do Santos, será o responsável por comandar a área de futebol do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ele ainda não foi nomeado oficialmente, mas já atua como secretário Nacional de Futebol e Direitos do Torcedor. Inclusive participou de visitas à CBF e ao COB, na semana passada.

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Ronaldo Lima, que vem pedindo para não ser apresentado como coronel, é um "calção preto", como são conhecidos os alunos e ex-alunos da Escola de Educação Física do Exército (Esefex), onde também estudou Bolsonaro. Ainda que seja mais novo que o presidente, o coronel serviu junto dele no Grupo de Artilharia Paraquedista.

A secretaria é uma das quatro subordinadas ao secretário Especial de Esporte, general Marco Aurélio Vieira, e a única que terá como responsável um militar. O Alto-Rendimento será comandado pelo procurador do Distrito Federal Raimundo Neto, a ABCD (antidoping) pelo ex-jogador de vôlei de praia Emanuel e a de Secretaria de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (com mais recursos) terá como secretária Carla Ribeiro Testa, esposa do consultor Antônio Flávio Testa, conselheiro de Bolsonaro durante a campanha.

Após a reestruturação ministerial de Bolsonaro, cabe à Secretaria de Futebol, entre outras coisas, planejar, desenvolver, acompanhar e monitorar as ações governamentais no âmbito do futebol, seja profissional ou amador, articular-se com outros órgãos públicos, planejar, coordenar, supervisionar e elaborar estudos sobre o
desenvolvimento do futebol e zelar pelo cumprimento da legislação esportiva e do Estatuto de Defesa
do Torcedor.

Além disso, a secretaria passou a ser responsável pela Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol), órgão tem como função fiscalizar as associações que aderiram ao Profut, a lei de responsabilidade fiscal que dá prazos maiores e juros menores para o pagamento de dívidas tributárias, desde que contrapartidas sejam feitas. Dos 12 clubes de futebol de maior orçamento do Brasil, 11 aderiram (apenas o Palmeiras não entrou).

O coronel Ronaldo Lima foi coordenador de futebol feminino na CBF e chegou a auxiliar Américo Faria, ex-diretor de seleções. Em 2015, na gestão Modesto Roma, assumiu a diretoria de futebol de base do Santos. 

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Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.


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