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Isaquias e Erlon faturam bronze mundial e vaga olímpica

Demétrio Vecchioli

24/08/2019 10h36

Isaquias Queiroz e Erlon Souza (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

Quase um mês depois de um preocupante desmaio no meio da final dos Jogos Pan-Americanos, Erlon Souza e Isaquias Queiroz deram a volta por cima em grande estilo. Neste sábado (24), em Szeged, na Hungria, eles faturaram a medalha de bronze na prova do C2 1.000 no Mundial de Canoagem Velocidade e, de quebra, garantiram a vaga olímpica nos Jogos de Tóquio, no ano que vem.

O C2 1.000m, na qual os brasileiros foram prata na Olimpíada do Rio, era considerada uma prova "caixinha de surpresas" para Isaquias e Erlon no Mundial. Por estratégia do falecido técnico Jesus Morlán, eles ficaram quase três anos sem competirem juntos na distância de 1.000 metros.

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Remaram o C2 no Mundial e no Pan de 2015, vencendo as duas provas, e depois na Olimpíada. Depois, ficaram ausentes dos últimos dois Mundiais, remando apenas nos 500m, distância não olímpica. A volta aconteceu no Pan de Lima, quando Erlon passou mal no meio da raia e desmaiou sobre o barco, interrompendo a participação da dupla.

Mas não foi só o Brasil que escondeu o jogo. Sem nenhuma tradição na canoagem, a China apareceu para o Mundial com dois atletas até então desconhecidos e ganhou a prova, com Lio Hao e Wang Hao. Os experientes cubanos Serguey Torres e Fernando Jorge ficaram com a prata, enquanto os brasileiros precisaram brigar remada a remada com Alemanha, Romênia, Polônia e Rússia pelo terceiro lugar. Os cinco barcos ficaram separados por 3 segundos, apenas.

Ainda neste sábado Isaquias rema a semifinal do C1 1.000m, prova que também vale vaga olímpica e que terá sua final no domingo. Por ser um Mundial Pré-Olímpico, a comissão técnica optou por não inscrevê-lo no C1 500m, prova em que ele é o atual campeão mundial, mas que não consta no programa olímpico. Ele também não rema o C1 200m, na qual ganhou bronze olímpico, mas que saiu do programa para Tóquio.

Na carreira, Isaquias tem agora 11 medalhas em Mundiais, sendo cinco de ouro e o restante de bronze. Erlon chegou à sua quarta medalha.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.