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Polinésia Francesa e outras 4 regiões concorrem por surfe em Paris-2024

Demétrio Vecchioli

17/07/2019 18h44

Gabriel Medina (WSL/ED SLOANE)

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Paris-2024 anunciou nesta quarta-feira (17) que recebeu cinco candidaturas pelas provas de surfe, que serão realizadas pela segunda vez em Olimpíadas. Paris não tem mar e está descartada a possibilidade de uma competição em piscina de ondas. Assim, é necessária a escolha de uma sub-sede.

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Entre as quatro candidaturas, uma chama atenção por sua excentricidade. A Polinésia Francesa, um território ultramarino francês com mais de 100 ilhas no Pacífico Sul, conhecido também pela sua mais populosa ilha, o Taiti. Com ampla tradição no surfe, a Polinésia quer receber as competições da modalidade, ainda que  presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, já tenha indicado que não gosta da ideia.

Já vigora no COI a chamada Agenda 2020, que estimula que os Jogos se adaptem à realidade das sedes e não o contrário. Mas o comitê entende que a França tem opções mais próximas de Paris, o que geraria menores custos não apenas para os organizadores, mas também para torcedores, imprensa e parceiros.

Já está definido que as competições de vela vão acontecer em Marselha, cidade portuária no sul da França e distante cerca de 800 quilômetros de Paris. Para o surfe, outras quatro regiões apresentaram candidatura. Biarritz parece ser a favorita, depois de ter organizado os Jogos Mundiais de Surfe em 2017. A cidade fica quase na divisa com a Espanha, a uma hora de carro de Bilbao.

Pouco mais ao norte, também no Golfo da Biscaia, o departamento de Les Landes oferece as cidades de Hossegor, Capbreton e Seignosse, enquanto La Torche é um dos pontos mais a leste da França, também nesse mesmo golfo. Lacanau conta com o trunfo de ser próximo a Bordeaux.

Os organizadores visitarão os cinco candidatos durante o verão europeu e os sites terão até setembro para enviar um arquivo de inscrição preenchido. A decisão será tomada no primeiro semestre do ano que vem. No Japão, na Olimpíada do ano que vem, as competições vão acontecer na Tsurigasaki Surfing Beach, a 100 quilômetros de Tóquio.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.