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Atleta do Flamengo é pega no doping, deixa o Mundial e deve perder o Pan

Demétrio Vecchioli

16/07/2019 23h42

Maria Clara Lobo (divulgação/Flamengo)

Dos 62 atletas convocados para representarem o Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwanju, na Coreia do Sul, dois foram pegos em exame antidoping. Depois do nadador Gabriel Santos, nesta terça-feira (16) foi revelado que a flamenguista Maria Clara Lobo, principal brasileira do nado sincronizado, caiu no doping e inclusive já deixou a competição. Ela também está convocada para os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), para competir no dueto e por equipes. A competição começa na semana que vem.

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O caso foi revelado pelo GloboEsporte e confirmado pelo Olhar Olímpico. O exame foi realizado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), que não tornou ainda pública nenhuma suspensão provisória à nadadora de 20 anos, que disputou a Rio-2016 e está na seleção há quatro anos.

Maria Clara Lobo chegou a disputar a primeira prova do Mundial, a rotina técnica do dueto, na sexta (12), ao lado de Luisa Borges, terminando numa frustrante 17ª colocação, pior resultado do Brasil na história recente da prova. Considerada a melhor atleta do país, ela não participou da rotina técnica da prova por equipes, no domingo (14). No nado artístico, cada equipe tem nove atletas, das quais oito se apresentam. Maria Clara costuma ser titular.

Depois, na segunda-feira (15), surpreendeu a ausência da dupla brasileira nas eliminatórias da rotina livre. Na transmissão do SporTV, a informação passada ao público foi de que as brasileiras haviam optado por não competir, focando na prova por equipes, nesta terça (16). Na verdade, Maria Clara já não estava na Coreia do Sul.

De acordo com o GloboEsporte, um exame dela apontou a presença de furosemida, um diurético proibido pelo Código Mundial Antidoping da Wada (Agência Mundial Antidoping). O Olhar Olímpico não conseguiu confirmar a informação, mas apurou que ela já está sendo defendida pelo advogado Marcelo Franklin, especialista em comprovar casos de contaminação. 

Em contato com a reportagem, a mãe dela, a também ex-atleta olímpica (Barcelona-1992) Cristiana Lobo disse que a família está "surpresa e arrasada", mas que Maria Clara está tranquila por não ter feito uso de nenhuma substância proibida. A família tem ampla tradição na modalidade. Avó de Maria Clara, Ana Maria é uma importante árbitra internacional.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.