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Olhar Olímpico

Jade Barbosa tem lesão grave no joelho e terá que ser operada

Demétrio Vecchioli

08/10/2019 14h51

Jade Barbosa (Ricardo Bufolin/CBG)

Jade Barbosa está fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem. Ginasta mais experiente da seleção feminina que foi ao Mundial de Stuttgart (Alemanha), a atleta do Flamengo teve diagnosticada uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e terá que ser submetida a cirurgia. Ela se machucou ao competir no salto, primeiro aparelho da apresentação da equipe brasileira.

A lesão é a mesma sofrida em junho por Rebeca Andrade, principal nome da ginástica brasileira feminina na atualidade e colega de clube de Jade Barbosa. Na ocasião, o médico Rodrigo Sasson, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), apontou um prazo de seis meses para ela volta a treinar e de oito para voltar a competir.

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Este prazo inviabiliza o retorno de Jade à ginástica à tempo de participar do Campeonato Pan-Americano de maio do ano que vem, última possibilidade de classificação de uma atleta individualmente para a Olimpíada. O Pan distribuiu apenas vagas pelo individual geral, o que obrigaria a veterana a se apresentar nos quatro aparelhos, sobrecarga perigosa para um joelho recém-operado.

Aos 28 anos, Jade já prolongou a carreira além do que o usual na ginástica de alto-rendimento, superando uma trajetória no esporte marcada por lesões. Nos últimos anos, seu corpo a deixou na mão em momentos chaves: Jade foi cortada por lesão antes dos Mundiais de 2013 e 2014 e do Pan de 2019, saiu de cadeira de rodas da final olímpica de 2016, não participou do Mundial de 2017 porque estava lesionada e agora se machucou na primeira apresentação do Mundial Pré-Olímpico

Sem pode contar com Jade, Rebeca e Carolyne Pedro, todas machucadas, e com Lorrane Oliveira competindo só nas assimétricas, também por causa de lesão, o Brasil foi só 14º colocado por equipes no Mundial e não conseguiu uma das 12 vagas olímpicas por equipes.

Finalista de dois aparelhos e no individual geral, Flávia Saraiva tem vaga nominal em Tóquio. Outras vagas podem ser buscadas pelo ranking da Copa do Mundo em cada um dos aparelhos e pelo Pan-Americano do ano que vem, quando a tendência é Rebeca Andrade estar de volta e conseguir sua vaga.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.