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Revezamento masculino iguala recorde sul-americano e vai à final do Mundial

Demétrio Vecchioli

04/10/2019 15h18

(REUTERS/Lucy Nicholson)

Campeão do Mundial de Revezamentos, o 4x100m masculino do Brasil fez bonito nas eliminatórias do Mundial de Atletismo, nesta sexta-feira (4), em Doha (Qatar). Participando de uma semifinal fortíssima, contra EUA, Jamaica e Grã-Bretanha, o time brasileiro fechou na segunda colocação, com direito a recorde sul-americano igualado em 37s90. O resultado classificou o Brasil para a final, que será no sábado (5) às 16h15 de Brasília. A Jamaica foi eliminada.

Pouco antes, a equipe feminina também havia conquistado vaga na final, ao completar sua bateria semifinal na quarta colocação. Mas logo depois veio o anúncio de que o time foi desclassificado, porque Bruna Farias, que fez a primeira perna, invadiu a raia ao lado pouco antes de passar o bastão.

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Terminar o Mundial entre os oito primeiros nas provas de revezamento significa classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Não é claro, contudo, o que acontece se uma equipe for desclassificada da final, o que não dá certeza de que o time masculino carimbou passaporte para a Olimpíada.

De qualquer forma, a vaga é certa na final do Mundial e com um resultado histórico. Rodrigo do Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick Silva e Paulo André até tiveram dificuldade com a troca de bastão, mas conseguiram baixar a casa de 38 segundos, igualando o recorde que pertencia à equipe que foi prata na Olimpíada de Sydney, no ano 2000.

Na primeira bateria semifinal, eles só ficaram atrás do fortíssimo time britânico, que fez 37s56, melhor marca da temporada no mundo. A África do Sul venceu a outra bateria também com ótimo tempo: 36s65, recorde africano. Japão (37s78), China (37s78, recorde nacional) e França (37s88) também foram mais rápidos que o Brasil, enquanto a Holanda bateu recorde nacional com 37s91 e pegou a última vaga.

O Canadá fez o mesmo tempo que a Holanda, mas foi eliminado pelos milésimos. Os Estados Unidos tiveram problemas na troca de bastão, mas se classificaram com 38s01, porque ficaram em terceiro na série. A Jamaica, em quinto na mesma bateria que o Brasil, se despediram sem vaga.

Sexto lugar histórico

Também nesta sexta-feira (4), Fernanda de Morais disputou a final do lançamento do disco e conquistou um histórico sexto lugar, com a marca de 62,44m. O resultado é o melhor da história do Brasil em provas de arremesso e lançamento dos Mundiais, superando nonas colocações de Elisângela Adriano e Geisa Arcanjo no arremesso de peso. No sábado esse recorde deve cair com Darlan Romani, favorito a medalha na final do peso em Doha.

O Brasil também tinha expectativa de brigar por medalhas no disco com Andressa de Morais, mas ela foi pega no doping nos Jogos Pan-Americanos, onde foi prata. Suspensa, não foi ao Mundial. De qualquer forma, ela precisaria melhorar o recorde sul-americano dela, de 65,34m, para pensar em brigar por pódio em Doha.

Em previsível disputa de medalhas entre duas cubanas e uma croata, o ouro foi para Yaimé Perez, de Cuba, com 69,17m. A prata, para a também cubana Denia Caballero, com 68,44m. Sandra Perkovic terminou em terceiro, com 66,72m. Entre elas e a brasileira ficaram duas chinesas.

Durante a madrugada, Caio Bonfim sofreu com o calor de Doha, sofreu penalizações ainda no início da prova, e terminou a marcha atlética 20 quilômetros em um modesto 12º lugar. Ele havia sido medalhista de bronze no Mundial passado, em Londres.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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