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Na cola de Calderano, Brasil coloca cinco no top100 do tênis de mesa

Demétrio Vecchioli

03/10/2019 19h00

Hugo Calderano no Mundial de Tênis de Mesa (Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte)

Feito raro no esporte brasileiro em modalidades individuais, o tênis de mesa do país tem cinco atletas entre os 100 melhores do mundo. A novidade consta no ranking de outubro, divulgado hoje (3) pela Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). Como comparação, hoje o Brasil não tem nenhum atleta no top100 do tênis masculino de simples.

O quinto brasileiro a entrar no Top100 do tênis de mesa foi Vitor Ishiy, que subiu 53 posições depois de faturar o ouro no Campeonato Pan-Americano e ser terceiro no Aberto do Paraguai. Nesta quinta, ele aparece na 68ª colocação do ranking.

A legião brasileira é liderada por Hugo Calderano, que está na sexta colocação do ranking, como melhor não-asiático, atrás de quatro chineses e do japonês Tomokazu Harimoto. O veterano Gustavo Tsuboi, de 34 anos, segue como o segundo do país, na 28ª colocação.

Depois aparecem Ishy, de 24 anos, em 68º, Eric Jouti, de 25, na 80ª e o mais velho do grupo, Thiago Monteiro, aos 38 anos, na 89ª colocação. Os três devem brigar por uma vaga na equipe brasileira que se prepara para aos Jogos Olímpicos de Tóquio e podem ter a concorrência de Cazuo Matsumoto, que andava sumido e reapareceu para jogar o Aberto do Paraguai.

Além do Brasil, só outras cinco potências do tênis de mesa mundial têm cinco ou mais atletas entre os 100 primeiros do ranking masculino: Alemanha, China, Coreia do Sul, Japão e Suécia. São também esses países que aparecem à frente do Brasil no ranking por equipes, que vai definir o chaveamento olímpico. O time brasileiro ainda precisa conseguir a vaga, o que poderá fazer pelo Pré-Olímpico Latino-Americano, que acontece no fim do mês, no Peru. 

No feminino, a única brasileira entre as cem melhores é Bruna Takahashi, de 19 anos, que se manteve na 53ª posição, a melhor de sua carreira. Gui Lin, que também costumava frequentar o Top100, está afastada do esporte e voltou a morar na China.  A base, porém, vem forte. Giulia, irmã de Bruna, subiu para o 10º lugar do ranking sub-15. 

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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