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Pâmela e Rayssa fazem dobradinha de ouro e prata no Mundial de Skate

Demétrio Vecchioli

22/09/2019 15h28

Pâmela carrega Rayssa e comemora título mundial (REUTERS/Amanda Perobelli)

Grandes amigas, Pâmela Rosa e Rayssa Leal levaram o Brasil aos dois lugares mais altos do pódio do skate street. Neste domingo, (22), a paulistana de 20 anos faturou o título mundial em evento disputado no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ultrapassando apenas na última manobra a amiga Rayssa Leal, a Fadinha, de apenas 11 anos.

Equivalente a um Mundial, o torneio foi a etapa final do circuito Street League Skateboarding (SLS), que é também o único circuito que vale pontos para o ranking olímpico. Este é apenas a quinta edição do Mundial. Nas quatro primeiras, só uma brasileira foi ao pódio: Letícia Bufoni com um ouro (2015) e três pratas (2016, 2017 e 2018). Em São Paulo desistiu do torneio no meio, antes da semifinal, por causa de uma lesão no pé esquerdo.

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Sem Letícia, a torcida ficou toda para Rayssa, que já é o xodó do skate brasileiro e mostrou que tem tudo para ser uma das estrelas do esporte no país, apesar da idade. A modalidade, que estreia no programa olímpico em Tóquio, não seguiu exemplo de outras modalidades como ginástica e saltos ornamentais e não impõe limite de idade, permitido que crianças compitam.

Neste domingo, mostrando um skate leve, Rayssa foi muito melhor que as demais na primeira parte da final, em que cada atleta faz duas exibições. Somou 8,0 pontos, dois pontos e meio a mais do que qualquer rival.

Depois, na segunda parte da decisão, cada skatista faz cinco manobras, com as três melhores sendo consideradas. Andando muito bem, Pâmela Rosa assumiu a ponta na penúltima volta, com 25,2 pontos, mas errou a última apresentação. Rayssa veio depois, precisando de uma nota 6,0 para ficar com a medalha de ouro. Mas a jovem errou e terminou em segundo, com 24,3 pontos.

No fim de semana passado outro Mundial de Skate já havia sido disputado em São Paulo, da modalidade park, este com peso de campeonato pré-olímpico. No Parque Antônio Portinari, Luiz Francisco, o Luizinho, ficou com a prata e Pedro Quintas com o bronze. Pedro Barros, que vinha de um ouro e duas pratas nas outras três edições do Mundial, terminou em sexto. No feminino Yndiara Asp, melhor brasileira, sofreu lesão no púbis e não participou da competição.

A competição masculina da etapa final do SLS será logo mais no Anhembi.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.