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Santos está perto de acordo com concessionário para ter Pacaembu como casa

Demétrio Vecchioli

16/09/2019 10h26

O Estádio do Pacaembu pode se tornar o estádio do Santos. Parceiro do consórcio que ficou na segunda colocação do edital de concessão do estádio municipal, o clube santista reconheceu a derrota e está fechando os últimos detalhes para se tornar parceiro do Consórcio Patrimônio SP, que nesta segunda-feira (16) assinou com a prefeitura de São Paulo um contrato de concessão de 35 anos.

"Estamos fechando com a Progen, só falta discutir o modelo. A ideia da Progen e da Savona é que a bandeira seja do Santos. O Santos vai ceder a marca dele", explicou, ao Olhar Olímpico, o presidente do Santos, José Carlos Peres. 

CEO da Progen, que capitaneia o consórcio, Eduardo Barella confirmou as tratativas. "É notório o interesse do Santos em vir jogar no Pacaembu e a gente também quer um clube que possa jogar no Pacaembu com mais frequência", explicou ao blog.

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Na última sexta-feira (13), a agenda do prefeito Bruno Covas (PSDB) previa uma reunião com o presidente do Santos. Covas inicialmente respondeu de forma ríspida à reportagem dizendo que não teve reunião nenhuma com Peres. Na verdade eles viajaram juntos no sábado para o Rio, onde acompanharam juntos o jogo contra o Flamengo – Covas é santista.

No encontro, o prefeito demonstrou apoio para o acerto entre Santos e concessionário, cujo modelo ainda está sendo discutido. O certo é que não será como é hoje, com um valor fixo de aluguel. "Aquele modelo de aluguel não se sustenta para nós. Estamos fazendo investimentos, vamos aumentar o nível de serviço, o tíquete médio deve aumentar um pouco. O que estamos discutindo é uma porcentagem de bilheteria e também uma porcentagem para o Santos do complexo. É uma situação ganha ganha", diz Barella.

A ideia é que quando o Santos jogar no Pacaembu o clube pague uma porcentagem da bilheteria para o consórcio. Ao mesmo tempo, nesses jogos, que o Santos fique com uma porcentagem do que o estádio arrecadar com bebidas e alimentos.

"Hoje o Pacaembu custa em média 23% da arrecadação. É um custo bom, barato, e o Santos jogou muitas partidas aqui e conseguiu ganhar dinheiro aqui. Nossa intenção é discutir o modelo. Qual a contrapartida que vamos dar para eles", explica Peres. Barella confirma. "O que estamos discutindo é se gente consegue um número de jogos, mas não é uma discussão tão fácil. Estamos evoluindo bem uma conversa, mas talvez nos próximos dias a gente tenha novidades para apresentar", completou Barrella.

O Santos começou o ano jogando bastante no Pacaembu, mas vem atuando quase que apenas na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro. O técnico Jorge Sampaoli é inclusive um entusiasta das partidas na Vila. Peres diz que isso não deverá ser problema. "Ele prefere porque ele entende o que o estádio do Santos é em Santos. A partir do momento que o estádio for do Santos, não há outra opção para ele. Vai ter que jogar aqui e jogar lá."

Pelo acordo, o Santos teria que jogar pelo menos 50% de suas partidas no Pacaembu. Mas o consórcio, que só assume a operação do estádio em dezembro, muito provavelmente depois do fim da temporada, não tem pressa.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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