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Blog Olhar Olímpico

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Aeronáutica interdita alojamento que pegou fogo com jogadores do Bangu

Demétrio Vecchioli

12/02/2019 18h19

Alojamento da UNIFA (Breno Barros/Brasil2016.gov.br)

A Força Aérea Brasileira (FAB) interditou provisoriamente o alojamento onde, na segunda-feira (12), um incêndio fez com que dois jogadores do time de futebol do Bangu e um soldado precisassem ser hospitalizados. Em nota, a Aeronáutica informou que o centro de treinamento, que recebe cerca de 600 atletas por dia, continua funcionando normalmente. O hotel, por sua vez, ficará interditado provisoriamente até a realização da vistoria técnica para averiguar a causa do incidente.

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Com capacidade para 142 pessoas, o hotel do Centro de Treinamento Olímpico da Aeronáutica é considerado uma das melhores estruturas do gênero no país. Foi lá que ficaram, por exemplo, os atletas do mundo todo que vieram ao Rio para disputar o Mundial Militar de Natação, no ano passado. Em 2017, diversas equipes, também de natação, se hospedaram lá durante o Torneio Open.

O CT, que pertence à Universidade da Força Aérea (UNIFA) e é gerido pela Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), é mais conhecido pelo nome do bairro onde está localizado: Campo dos Afonsos. De acordo com a Aeronáutica, o Bangu treina lá desde 2018. Os jogadores do clube utilizam o alojamento para descanso após os treinos, mas não pernoitam no local.

Em nota, a Aeronáutica informou que "houve apenas um princípio de incêndio em um dos quartos, que foi rapidamente controlado, sem danos estruturais". Mas não detalhou a proporção do incêndio, que mantém uma das vítimas, o zagueiro do Bangu Matheus Rocha Gonçalves, de apenas 18 anos, ainda em em observação na UTI do Hospital da Aeronáutica dos Afonsos. Ele deve receber alta só na quarta-feira (13).

Matheus Rocha segue em terapia intensiva apenas por precaução, já que foi diagnosticado como a pessoa a ter inalado mais fumaça no incêndio ocorrido na última segunda. O outro jogador que chegou a ser internado é Diego Casco, 18 anos, liberado ainda na noite de segunda pelos médicos do hospital militar.

De acordo com o clube, outros cinco atletas e um funcionário do Bangu, que ajudaram no resgate e no combate ao fogo, também passaram por exames por precaução e estão liberados, sem qualquer sequela como consequência do incêndio.

O CT foi inaugurado pouco antes da Rio-2016. Com recursos do Ministério do Esporte, cerca de R$ 58 milhões à época, a FAB construiu uma piscina aquecida e coberta, dois ginásios, uma pista de atletismo e o hotel para 142 pessoas.

Antes da Olimpíada, o local foi a base de treinamento para a seleção brasileira de atletismo, que fez um camping fechado no local e utilizou o hotel. Já durante os Jogos passaram por lá, segundo a CDA, mais de 8 mil pessoas, sendo 3,6 mil atletas olímpicos, 2 mil atletas paraolímpicos e 2,4 mil treinadores e membros de comissões técnicas.

De acordo com números publicados em e-book recém lançado pela CDA, em janeiro treinavam lá 600 atletas por dia, incluindo militares das três Forças. Também passavam por lá, todos os dias, 600 crianças em situação de risco. Só o "Futuro Olímpico" atende 150 crianças. O "Ideal Brasil", outras 250.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.