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São Paulo segue exemplo do Corinthians e jogará 'Série B' do NBB

Demétrio Vecchioli

30/11/2018 04h00

Depois de Vasco, Botafogo e Corinthians, o São Paulo será o o próximo time "de camisa" a disputar a Liga Ouro, divisão de acesso no NBB. Conforme havia antecipado o blog mais cedo, uma reunião na quinta-feira (29) entre o presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), João Fernando Rossi, e do São Paulo, Leco, deixou as partes perto de um acerto. Nesta sexta, o clube do Morumbi efetuou sua inscrição. A informação inicialmente foi publicada pelo colega Fábio Balassiano no Twitter e confirmada pelo Olhar Olímpico.

O modelo adotado é o que tem sido comum no basquete, com o clube administrando o time internamente – no vôlei, o Cruzeiro, por exemplo, empresta sua camisa e não participa da gestão da equipe do Sada. O São Paulo, que hoje não tem um time profissional, irá disputar suas partidas no ginásio do Morumbi.

Para disputar a Liga Ouro, a LNB exige que os interessados apresentem uma comprovação financeira de R$ 500 mil. A temporada, que este ano foi de fevereiro a junho, porém, custa um pouco mais: cerca de R$ 800 mil. Quem quiser ser campeão e subir para o NBB precisa investir pelo menos R$ 1 milhão.

Desde sua primeira edição, em 2014, a Liga Ouro sempre teve times com tradição no futebol: Sport (2014, 2015 e 2016), Vasco (campeão em 2016), Botafogo (campeão em 2017) e Corinthians (campeão em 2018). Para repetir a fórmula de sucesso, a Liga procurou o São Paulo em maio, como revelou o Blog do Menon. A ideia era aproveitar o bom momento na base – foi recentemente campeão estadual sub-14 – para se lançar no basquete profissional, no qual não tem grande tradição.

A LNB também se aproximou de conseguir que o Santos disputasse a competição (o Olhar Olímpico contou essa história em maio), mas os planos acabaram frustrados depois do processo de impeachment do presidente do clube, que enfraqueceu a ala da diretoria, ligada ao vice Orlando Rollo, que negociava a montagem de um time de basquete.

Outra possibilidade que chegou a ser ventilada foi a volta do Palmeiras, que tem grande tradição na modalidade, disputou três edições do NBB e mantém equipes competitivas nas categorias de base – é o atual quarto colocado da Liga de Desenvolvimento, também organizado pela LNB. Mas Sergio Domenici, CEO da Liga, diz que não houve contato com a diretoria alviverde. "O rumor é mais da torcida e de um grupo de dirigentes ligados ao basquete que desejam essa volta. Mas nós não fomos procurados", conta.

Depois de três anos de crescimento e de ter nove times em 2018, a Liga Ouro de 2019 deverá ter no máximo oito participantes. Estão confirmadas, além do São Paulo, as equipes de Blumenau (SC), Mourão Basquete (PR), Londrina (PR), Pato Branco (PR), Rio Claro (SP), além do Cerrado Basquete (DF) e do Unifacisa (PB).

Na comparação com a temporada passada, ficam foram do calendário nacional Macaé (do RJ, disputou o NBB em quatro temporadas) e Brusque (SC). Por falta de orçamento, outros times jogaram torneios estaduais este ano também não se inscreveram. Casos da Liga Sorocabana (que vendeu sua licença para o Corinthians depois de ser rebaixada na sua sexta temporada no NBB), do Niterói (RJ) e do Caxias do Sul, time gaúcho que não saiu do NBB por falta de orçamento e também não conseguiu entrar na Liga Ouro.

Esta será a última vez que a Liga Ouro será organizada pela LNB. A partir da próxima temporada, a responsabilidade sobre a segunda divisão do basquete brasileiro passará a ser da Confederação Brasileira (CBB). Pela legislação esportiva vigente, passará a ser facultativo à LNB convidar, ou não, o campeão desse torneio para disputar o NBB. Da mesma forma, a liga passará a ter a prerrogativa de aceitar a inscrição de times no NBB sem que eles passem pela segunda divisão.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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