PUBLICIDADE
Topo

Taiti é escolhido como sede do surfe nos Jogos Olímpicos de Paris

Demétrio Vecchioli

12/12/2019 09h56

Gabriel Medina (WSL/ED SLOANE)

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 anunciou nesta quinta-feira (12) que escolheu o Taiti como sede das competições de surfe As provas vão acontecer na vila de Teahupo, na costa sudoeste da ilha principal da Polinésia Francesa, distante cerca de 15 mil quilômetros da cidade-sede dos Jogos, a capital francesa. A decisão ainda carece de aprovação por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI), cujo presidente, Thomas Bach, não gosta da ideia. 

Eventos fora da cidade-sede são recorrentes nos Jogos Olímpicos, especialmente quando a cidade escolhida não é costeira, o costuma levar as competições de vela para outros locais. Agora o problema cresce em proporção com o ingresso do surfe no programa olímpico, uma vez que são necessárias também que a praia tenha boas ondas. Mas nunca um local tão distante da sede recebeu provas – o recorde é Estocolmo, na Suécia, onde foi disputado o hipismo dos Jogos de Melbourne (Austrália), por causa de uma barreira sanitária então vigente na Oceania.

No caso, de Paris, a discussão sobre onde vão acontecer as provas de surfe vem desde julho, quando cinco regiões francesas se candidataram. Desde então chamou atenção o pleito da Polinésia Francesa, um território ultramarino francês com mais de 100 ilhas no Pacífico Sul, conhecido também pela sua mais populosa ilha, o Taiti.

Com a oposição do COI, que estimula que os Jogos se adaptem à realidade das sedes e não o contrário, a Polinésia não parecia favorita. O COI entende que a França tem opções mais próximas de Paris, o que geraria menores custos não apenas para os organizadores, mas também para torcedores, imprensa e parceiros. Mas essa regra parece ter caducado depois que o COI tirou de Tóquio e mandou para Sapporo a maratona dos Jogos do ano que vem. 

LEIA MAIS: 

+ Câmara marca audiência pública para cobrar COB em meio a denúncias

+ Futebol é líder em casos de doping no esporte brasileiro

+ Campeões no mesmo dia, Bia e Nory vencem o Prêmio Brasil Olímpico

Biarritz era cotada como a grande favorita, depois de ter organizado os Jogos Mundiais de Surfe em 2017. A cidade fica quase na divisa com a Espanha, a uma hora de carro de Bilbao. Pouco mais ao norte, também no Golfo da Biscaia, o departamento de Les Landes oferecia as cidades de Hossegor, Capbreton e Seignosse, enquanto La Torche é um dos pontos mais a leste da França, também nesse mesmo golfo. Lacanau contava com o trunfo de ser próximo a Bordeaux.

Já está definido que as competições de vela vão acontecer em Marselha, cidade portuária no sul da França e distante cerca de 800 quilômetros de Paris.  No Japão, na Olimpíada do ano que vem, as competições vão acontecer na Tsurigasaki Surfing Beach, a 100 quilômetros de Tóquio.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

Olhar Olímpico