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Martine e Kahena são vice-campeãs mundiais na vela

Demétrio Vecchioli

07/12/2019 23h58

Martine e Kahena (Jesus Renedo / Sailing Energy / World Sailing)

Principais nomes da vela brasileira na atualidade, Martine Grael e Kahena Kunze ganharam mais uma medalha mundial para suas coleções. Neste domingo (8) em Auckland, na Nova Zelândia – ainda noite de sábado (7) no Brasil -,  elas faturaram a prata no Mundial da classe 49erFX, chegando atrás na briga ponto a ponto pelo ouro.

As brasileiras haviam chegado ao último dia da competição em igualdade de condições com Annemiek Bekkering/Annette Duetz, dupla da Holanda. Na medal race, porém, a dupla do Brasil completou em nono, enquanto as holandesas chegaram em terceiro, terminando a competição com 96 pontos perdidos, ante 110 de Martine e Kahena. As dinamarquesas Ida Marie Baad Nielsen e Marie Thusgaard Olsen ficaram com o bronze.

A medalha, de qualquer forma, é a quinta de Martine e Kahena em Mundiais e a sexta em grandes competições, em sete temporadas. Elas foram campeã mundiais da 49erFX em 2014 e prata em 2013, 2015, 2017 e agora 2019. Só passaram em branco em 2018, quando terminaram o Mundial de Vela na quarta colocação, apesar do pouco treinamento – Martine havia acabado de voltar de uma regata de volta ao mundo.

Assim, as brasileiras seguem muito bem cotadas para brigar por mais uma medalha olímpica em Tóquio. Em sete anos de existência da 49erFX como classe olímpica, elas somam seis pódios em grandes eventos, contando também o ouro na Rio-2016. Nenhuma outra dupla tem mais do que três.

O Mundial de Auckland também teve disputas em outras duas classes. Na 49er, masculina, Marco Grael (irmão de Martine) e Gabriel Borges terminaram na 19ª colocação. Na Nacra17, Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino fecharam mal o Mundial e saíram da zona da medal race, terminando em 11º. João Siemsen e Isabel Swan ficaram em 16º.

O Brasil já está garantido na Olimpíada de Tóquio nas classes 49erFX (com Martine e Kahena), Laser, Finn, 49er, Nacra17, RS:X Feminina e 470 Feminina. Além disso, vai buscar vaga na RS:X Masculina e na 470 Masculina em campeonatos sul-americanos.

Na semana passada, o Brasil falhou na última tentativa de classificar um barco na Laser Radial. Havia uma vaga em jogo pelo Pré-Olímpico Sul-Americano, disputado no Rio, mas Gabriella Kidd perdeu no confronto direto contra uma peruana, que levou a vaga.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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