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Brasil perde da Dinamarca e está eliminado do Mundial de Handebol

Demétrio Vecchioli

04/12/2019 11h22

Duda ataca contra defesa sul-coreana (divulgação/IHF)

A seleção brasileira feminina de handebol está eliminada do Mundial de Handebol. Nesta quarta-feira (4), no fechamento da rodada, a equipe sofreu a terceira derrota em quatro jogos, desta vez para a Dinamarca, por 24 a 18. O time do técnico espanhol Jorge Dueñas ainda não venceu e se despede da competição no Japão, amanhã, contra a frágil Austrália, para escapar da última colocação do grupo.

Campeã mundial em 2013, a equipe passou por um processo de renovação depois dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. No ano seguinte, com uma equipe jovem, parou na primeira fase do Mundial disputado na Alemanha, terminando em quinto no seu grupo de seis equipes, atrás até do Japão, com quem empatou.

Desde então, a trajetória deveria ter sido de ascensão. As jovens que chegaram à seleção no início do ciclo olímpico ganharam mais experiência e atletas de renome como Alexandra e Mayssa voltaram a se colocar à disposição do técnico espanhol Jorge Dueñas – a goleira, porém, não foi convocada. No Pan, a equipe rendeu bem, faturou a medalha de ouro, e se classificou para mais uma edição dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, a campanha no Japão é ruim desde os amistosos de preparação. No Mundial a equipe estreou perdendo para a Alemanha (30 a 24), se recuperou empatando com a França (19 a 19), atual campeã mundial, mas voltou a perder para a Coreia do Sul (33 a 27), a outra equipe não-européia com tradição no handebol.

No jogo de hoje, só servia a vitória por uma larga margem contra a Dinamarca, que também entrou em quadra precisando ganhar para evitar uma eliminação precoce. O regulamento do Mundial mudou para este ano e só três equipes de cada grupo avançam. O Brasil deu azar de cair num grupo com quatro europeias e a outra não-europeia de tradição. A Argentina, como comparação, está numa chave com Japão, China, Congo e só duas europeias – Suécia e Rússia.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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