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Silvana Lima leva vaga olímpica e Brasil terá duas representantes no surfe

Demétrio Vecchioli

02/12/2019 11h48

Silvana Lima (Matt Dunbar/WSL)

O Brasil terá duas representantes na prova feminina de surfe dos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando a modalidade estreia no programa. A segunda e última vaga foi assegurada por Silvana Lima, ao terminar a temporada 2019 da World Surf League à frente de Paige Hareb, da Nova Zelândia, com quem disputava a última vaga oferecida pelo circuito mundial profissional.

As duas foram eliminadas nas oitavas de final da etapa de Maui, no Havaí, mas a brasileira ficou à frente de Hareb porque tinha campanha melhor no restante da temporada. Por enquanto Silvana aparece na 12ª colocação, enquanto a neozelandesa é a  16ª. Entre elas estão duas australianas e uma havaiana (que, nos Jogos Olímpicos, defende naturalmente os EUA). Mas esses países já atingiram a cota de duas atletas por país.

"Isso é realmente especial para mim e confesso que nunca imaginei que isso fosse acontecer: poder representar meu país numa Olimpíada e surfando, que é o meu esporte. Eu sempre pensava em um dia disputar os Jogos Olímpicos e, agora, esse sonho se tornou realidade. Estou muito feliz em poder ter a chance de fazer isso pelo meu país, pela minha família, meus patrocinadores", comemorou a brasileira que, contudo, não tem vaga assegurada na WSL na temporada que vem. Ela recentemente completou 35 anos e está no circuito profissional desde 2006. Este ano, ela foi vice-campeã do ISA Games, que valeu como Pré-Olímpico, no Japão.

A primeira vaga olímpica feminina para o Brasil já havia sido assegurada por Tatiana Weston-Webb, que por enquanto aparece em sétimo no ranking da WSL. Também estão classificadas duas australianas (Sally Fitzgibbons e Stephanie Gilmore), duas norte-americanas (Carissa Moore e Caroline Marks, líder e vice-líder do ranking), a francesa Johanne Defay e a costa-riquenha. As demais 22 primeiras do ranking, exceto Hareb, são todas australianas ou norte-americanas.

Por uma polêmica decisão em conjunto entre os organizadores, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Associação Internacional de Surfe (ISA), cada país pode classificar apenas dois atletas no surfe, por gênero. As demais vagas serão ocupadas por vencedores de eventos regionais e a partir dos ISA Games do ano que vem. No skate, por exemplo, cada país poderá ter três atletas por prova.

No masculino é certo que o Brasil terá direito a duas vagas, mas a disputa é quem irá ocupá-las. Faltando uma etapa para o fim da WSL, Ítalo Ferreira é o primeiro colocado, Gabriel Medina o segundo e Filipe Toledo o quarto.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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