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Flamengo entra na briga e prêmio de atleta olímpico do ano vira Fla-Flu

Demétrio Vecchioli

02/12/2019 16h03

Campeão brasileiro e da Libertadores no futebol, o Flamengo também quer ser vitorioso no prêmio de melhor atleta olímpico do ano. Nesta segunda-feira (2), o clube rubro-negro saiu em defesa de Flávia Saraiva, ginasta flamenguista que disputa o prêmio Atleta da Torcida contra Hugo Calderano, jogador de tênis de mesa que começou a carreira no Fluminense e atualmente joga na Alemanha.

Até 2013, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) fazia votação pela internet para eleger o melhor atleta olímpico do ano, tanto no masculino quanto no feminino. Naquele ano, porém, uma votação atípica deu o prêmio a Jorge Zarif, da vela. A partir do ano seguinte, o comitê então resolveu criar uma nova premiação, o "Atleta da Torcida", com votação online, deixando o Atleta do Ano para os especialistas.

Nem Flavinha nem Calderano terminaram entre os três primeiros colocados no Atleta do Ano – os vencedores serão conhecidos em cerimônia na semana que vem -, mas os dois lideram a disputa no Atleta da Torcida. Às 16h desta segunda, Calderano tinha 39% dos votos, contra 36% de Flávia.

Mais cedo, o GloboEsporte noticiou essa disputa e o Flamengo recortou um trecho da matéria que conta que Calderano joga num clube da Alemanha para incitar o voto na rubro-negra. "Somos mais de QUARENTA milhões, né? E aí, Nação! Bora virar isso? É só acessar pbo.cob.org.br e votar na nossa Flavia Saraiva! #VamosVirarMengo", postou o clube no Twitter.

Calderano tem a seu favor o fato de ser ídolo mundial de uma modalidade com dezenas de milhões de adeptos no Oriente. Estrela da Rio-2016, Flavinha é mais conhecida no país, e tem oito vezes mais seguidores no Instagram, por exemplo. Este ano, ela não conseguiu ajudar a seleção feminina a conseguir vaga olímpica por equipes, mas assegurou a vaga individual dela, fazendo duas finais por aparelhos no Mundial.

Calderano, por sua vez, aparece em sexto no ranking mundial e, no último fim de semana, caiu nas quartas de final da Copa do Mundo. Ele precisa continuar como um dos dois melhores não-chineses do ranking mundial até os Jogos de Tóquio para ser cabeça de chave no sorteio e fugir de um dos dois chineses do torneio até a semifinal.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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