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Bernardinho e Zé Roberto deixam inimizade de lado em homenagem do COB

Demétrio Vecchioli

21/10/2019 13h23

(Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Três semanas depois de Bernardinho dizer que não existe chance de uma reconciliação entre ele e Zé Roberto Guimarães, os dois treinadores mais vitoriosos da história do vôlei brasileiro se encontraram na manhã desta segunda-feira (21), em um hangar do Aeroporto de Congonhas, onde aconteceu o lançamento da edição 2019/2020 da Superliga. Ambos foram homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e se cumprimentaram cordialmente.

Tanto Bernardinho quanto Zé Roberto foram eleitos para o Hall da Fama do COB em votação interna realizada em junho, em uma turma com outros oito nomes. Para manter-se no noticiário, o comitê optou por realizar diversos eventos para englobar todos os homenageados. Chiaki Ishii e Hortência tiveram eventos exclusivos para deixarem suas mãos na forma de massa.

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Os dois treinadores, porém, aceitaram ser homenageados em um mesmo evento, organizado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Um palco lateral foi montado pelo COB, onde cada um dos treinadores subiu sozinho para ser homenageado por Bernard Rajzman, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). Primeiro, Bernardinho, que estava sendo praticamente em frente ao palco, junto com outros medalhistas olímpicos.

Depois que Bernardinho deixou sua marca e saiu do palco, Zé Roberto foi chamado. Sentado na outra extremidade da platéia, o treinador da seleção feminina deu a mão a alguns dos medalhistas olímpicos, incluindo Bernardinho.

Eles ainda voltariam ao palco juntos em outros dois momentos. Quando Paulo Márcio Nunes da Costa, antigo coordenador das seleções brasileiras, foi homenageado com uma placa, os dois subiram ao palco junto com Luziomar Moura e Renan dal Zotto. Desta vez não chegaram a interagir, assim como quando técnicos e jogadoras da Superliga Feminina falaram sobre o torneio. Na foto coletiva, ficaram cada um em um extremo.

(Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

O COB, como é de costume em comissões avaliadoras assim, não tornou público como exatamente se deu a votação, apenas apresentou em junho uma lista com 10 nomes nos quais Bernardinho e Zé Roberto estavam incluídos. No fim de 2018, o Hall da Fama foi aberto com Sandra Pires, Jackie Silva (vôlei de praia), Torben Grael (vela) e Vanderlei Cordeiro de Lima (atletismo).

Eles foram homenageados durante o Prêmio Brasil Olímpico, deixando mãos ou pés em formas de gesso, que ficam expostas no Parque Aquático Maria Lenk. Até o fim do ano também deverão ser homenageados Magic Paula, Joaquim Cruz (atletismo, mora nos EUA) e os já falecidos Guilherme Paraense (tiro), João do Pulo (atletismo), Maria Lenk (natação) e Sylvio de Magalhães Padilha (atletismo, ex-presidente do COB). 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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