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Alison faz melhor prova da carreira, mas fica em 7º na final do Mundial

Demétrio Vecchioli

30/09/2019 16h47

Alison Brendom dos Santos (Wagner do Carmo/CBAt)

Não foi desta vez, ainda, que Alison dos Santos faturou sua primeira medalha em um Campeonato Mundial. Número 6 do ranking mundial, o brasileiro de 19 anos voltou a fazer a melhor marca da carreira, 48s28, mas terminou apenas na sétima colocação a final dos 400m com barreiras no Mundial de Atletismo de Doha, no Qatar. Foi a quinta vez no ano que ele melhorou sua marca em finais de eventos importantes.

"Foi uma prova incrível, pelas pessoas envolvidas, pelos tempos. Fico muito feliz pelo resultado que eu fiz, mas fica o gostinho de quero mais. Eu sei que poderia ter ido melhor, mas bola para frente", comentou o brasileiro, conhecido como Piu, ao SporTV.

O ouro ficou com Karsten Warholm, da Noruega, agora bicampeão mundial, que não fez 47s42 e passou longe do esperado recorde mundial. Rai Benjamin (47s66) ganhou a prata para os EUA e Abderrahman Samba (48s03), qatariano nascido na Mauritânia, faturou o bronze para o país da casa.

Alison foi medalhista mundial no ano passado, mas no Mundial Sub-20, na Finlândia, onde conquistou a medalha de bronze. Desde então ele é tratado como promessa do atletismo brasileiro tanto pelo COB quanto pela CBAt. Convocado para um camping nos Estados Unidos no início da temporada, mostrou que poderia entregar resultados na categoria adulta antes do que o esperado.

Ao longo do ano, foi melhorando sempre que encarava uma prova importante. Venceu o GP Brasil (48s84), o Sul-Americano (48s88), a Universíade (48s57), o Pan-Americano Sub-20 (48s49) e os Jogos Pan-Americanos (48s45). No Mundial, voltou a baixar o melhor tempo da carreira na semifinal, marcando 48s35 e sendo só mais lento que o norueguês Warholm.

De resto, o Brasil faz um Mundial bem abaixo da crítica. Ontem (29), Erica Sena foi responsável pelo outro resultado significativo do país, o quarto lugar na marcha atlética 20 quilômetros, atrás de três das quatro chinesas inscritas. Almir Junior, no salto triplo, e o revezamento 4x400m misto também fizeram finais, mas ficaram nas últimas colocações –  12º e oitavo lugares, respectivamente.

Thiago Braz e Augusto Dutra também estão na final do salto com vara, que será amanhã (1). Hoje, mais cedo, Eduardo de Deus foi último colocado de sua bateria eliminatória dos 110m com barreiras, enquanto Gabriel Constantino, que chegou ao Mundial cotado a fazer final e é o oitavo do ranking mundial, nem completou – desistiu quando já era o último da bateria.

Principal velocista do país, Vitória Rosa também completou em último na sua bateria dos 200m. Lorraine Martins, finalista mundial sub-20 no ano passado, ficou em quinto na sua série e também foi eliminada. Outra promessa, Tiffani Marinho saiu nas eliminatórias dos 400m com 51s96, a 0s12 do melhor da carreira e a 0s11 de uma vaga na semifinal. No dardo, Laila Ferrer terminou em 28º lugar entre 31 atletas.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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