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Blog Olhar Olímpico

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Thiago Braz vai à final do salto com vara; Paulo André sai na semi dos 100m

Demétrio Vecchioli

28/09/2019 13h09

Thiago Braz comemora vaga na final (Wagner do Carmo/CBAt)

Brasileiro mais cotado a enfim quebrar a barreira dos 10 segundos nos 100m, Paulo André foi eliminado do Mundial de Atletismo de Doha (Qatar) sem atingir o feito histórico. Neste sábado (28), ele terminou em quarto lugar sua série semifinal, com 10s14, e terminou a competição em uma boa 12ª colocação geral na prova mais nobre da modalidade. O resultado é o melhor do Brasil desde que Robson Caetano foi nono no Mundial de 1995, há 24 anos.

Outros brasileiros se saíram melhor. Campeão olímpico Thiago Braz saltou bem e, com 5,75m, passou à sua primeira final de Mundial no salto com vara. Desde o fim da temporada 2016, ele só havia atingido esse patamar uma vez. Augusto Dutra também se classificou, mesmo tendo falhado em 5,75m. A decisão será na terça (1), às 14h05 de Brasília.

No 4x400m misto, prova que vai estrear no programa olímpico em Tóquio, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) ousou em levar uma equipe, mesmo sem nenhum dos atletas ter feito índice em provas individuais. E foi recompensada com um ótimo resultado. Lucas Carvalho garantiu o segundo lugar para o Brasil na segunda série esticando a cabeça em uma chegada muito parelha com Índia e Bélgica e classificou a equipe para a decisão com recorde sul-americano: 3min16s12.

Mais do que isso: o time que também teve Anderson Henriques, Tiffani Marinho e Geisa Coutinho está muito perto da Olimpíada de Tóquio. Pelos critérios, vão aos Jogos as oito primeiras equipes do Mundial. Para confirmar esse resultado, basta completar a final, que acontece domingo (29), às 16h35.

Alison Brendom, outra jovem revelação do atletismo brasileiro, de apenas 19 anos, fez valer a confiança depositada sobre ele e avançou à final dos 400m com barreiras. Piu, como é conhecido, venceu a primeira bateria semifinal com o tempo de 48s35, novo recorde pessoal. No geral, o único que foi melhor que o brasileiro foi o norueguês Karsten Warholm, que é cotado para bater o recorde mundial na final, marcada para segunda-feira (30), às 16h40 pelo horário de Brasília.

Paulo André fora

Paulo André correu a primeira bateria semifinal, que aconteceu com vento contrário de 0,3 m/s, padrão para o
Estádio Internacional Khalifa, onde está sendo disputado o Mundial. Lado a lado com o norte-americano Christian Coleman, favorito ao título, o brasileiro teve ótima saída, mas terminou apenas na quarta colocação, com 10s14, a dois centésimos do segundo colocado, o canadense Aaron Brown.

Pelas regras do Mundial, avançam à final os dois primeiros de cada série, mais os dois melhores tempos entre os demais. Em quarto na bateria, Paulo André passou a ficar torcendo contra os rivais das outras duas largadas. Logo na bateria seguinte, os astros Andre de Grasse, Yohan Blake e Justin Gatlin foram melhor que ele.

Na versão feminina dos 100m, tanto Vitória Rosa quanto Rosângela Santos ficaram nas eliminatórias. Principal nome das provas de velocidade femininas do Brasil no momento, Vitória marcou só 11s41 na sua série, em quinto. Finalista no Mundial passado, Rosângela fez 11s32, também em quinto na sua bateria, e a um centésimo do necessário para ir à semifinal.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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