Topo
Blog Olhar Olímpico

Blog Olhar Olímpico

Coleman faz 6º melhor tempo da história para ganhar os 100m

Demétrio Vecchioli

28/09/2019 16h28

(Jewel SAMAD / AFP)

No primeiro Campeonato Mundial sem Usain Bolt em 14 anos, Christian Coleman se consagrou como o homem mais rápido do momento. Neste sábado (28), o norte-americano de 23 anos ganhou fácil o título mundial dos 100m, com o tempo de 9s76, para se tornar o sexto melhor da história nesta prova.

Líder do ranking mundial em 2017, 2018 e 2019, Coleman chegou à final em Doha (Qatar) como único a quebrar a barreira dos 10 segundos nas semifinais, lentas para uma competição deste nível e prejudicadas pelo vento negativo que persiste em bater na reta principal do Estádio Khalifa.

Na grande decisão, precedida de um show de luzes para a transmissão televisiva, Coleman liderou o tempo todo, para cruzar a linha de chegada em 9s76, melhor marca da temporada. Justin Gatlin, também dos Estados Unidos, completou em segundo, com 9s89. É a quarta vez seguida que ele fica entre os dois primeiros de um Mundial, depois de pratas em 2013 e 2015 e do título de 2017.

Voltando de uma série de lesões, o canadense Andre de Grasse terminou em terceiro, com 9s90, seguido do sul-africano Akani Simbine, do jamaicano Yohan Blake e do britânico Zharnel Hughes. Intrusos na final, o italiano Filippo Tortu e o canadense Aaron Bronw completaram a prova.

Esperança brasileira, Paulo André Camilo parou na semifinal, com o 12º lugar, depois de correr sua bateria em 10s14. Tivesse sido dois centésimos mais rápidos, teria sido finalista. De qualquer forma, o resultado é o melhor do Brasil nesta prova desde 1995, quando Robson Caetano foi nono.

O Brasil, porém, conseguiu vaga em outras três finais. No salto com vara, tanto com Thiago Braz (5,75m) quanto com Augusto Dutra (5,70m). Nos 400m com barreiras, Alison Brendom é forte candidato ao pódio, depois de vencer sua série semifinal e avançar com o segundo melhor tempo entre os classificados. Já o 4x400m misto, prova que estreia no programa olímpico em Tóquio-2020, conseguiu a vaga em uma chegada emocionante na semifinal.

Outras provas

Este segundo dia de Mundial no Qatar teve outras quatro finais. A mais emocionante delas foi no salto em distância, onde o jamaicano Tajay Gayle, de 23 anos, conquistou o título com um salto espetacular de 8,69. A prata ficou com o norte-americano Jeff Henderson, atual campeão olímpico, e o bronze para o cubano Juan Miguel Echevarría, que chegou como favoritíssimo pela ótima temporada que vez. Campeão em 2017, o sul-africano Luvo Manyonga foi quarto.

Nos 10.000m para mulheres, três quenianas e três etíopes se revezaram nas primeiras colocações, mas quem ganhou foi a holandesa Sifan Hassan, que é etíope radicada na Holanda. Medalhista em Mundiais anteriores em provas mais curtas, ela guardou fôlego para uma chegada espetacular, abrindo para a etíope Gidey. Agnes Tirop, do Quênia, fechou com o bronze.

No martelo feminino, o título ficou com a norte-americana DeAnna Price, seguida da polonesa Joanna Fiodorow e da chines Zheng Wang. Na madrugada qatariana, a queniana Ruth Chepngetich foi a mais rápida das sobreviventes de uma maratona disputada com uma sensação térmica de mais de 40ºC e faturou o ouro. Bahrein e Namíbia completaram o pódio. Melhor brasileira, Valdilene dos Santos foi 30ª.

 

 

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

Blog Olhar olímpico