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Blog Olhar Olímpico

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Ex-lutador e ex-esquiador, 'Besuntado' é último no Mundial de Canoagem

Demétrio Vecchioli

21/08/2019 14h57

(AFP PHOTO / OLIVIER MORIN)

Você provavelmente se lembra de Pita Taufatofua. Famoso há três anos como "O Besuntado de Tonga", o atleta esteve nas últimas duas Olimpíadas. No Rio, como lutador de taekwondo. Em PyeongChang, na Olimpíada de Inverno, como esquiador. Agora, porém, ele quer ir a Tóquio em uma terceira modalidade: a canoagem velocidade.

Nesta quarta-feira (21), ele fez sua estreia no Mundial que está sendo disputado em Szeged na Hungria, e o resultado não foi dos melhores. Quer dizer, foi bastante ruim. Taufatofua foi o 53º último colocado das eliminatórias do K1 200m, prova de caiaque para uma pessoa. Ele completou o percurso em 58s19, contra 33s97 do primeiro colocado de sua bateria. Naturalmente, não passou à semifinal.

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O Besuntado, porém, ainda vai disputar mais duas provas no Mundial, que começou hoje. Na quinta e na sexta ele participa das provas de K2, de 500m e de 200m, respectivamente, ao lado de Malakai Ahokava, o presidente da Federação de Canoagem de Tonga. Nessas provas o resultado tende a ser melhor – porque há menos barcos inscritos. 

Taufatofua quer ser o primeiro atleta a competir em três Olimpíadas seguidas em três esportes diferentes. O sonho ainda é possível, porque, pelos critérios internacionais, a Oceania tem direito a uma vaga no K1, distribuída em um Pré-Olímpico regional. Disputar o Mundial, porém, era requisito mínimo para poder ser elegível para Tóquio na canoagem. O problema é que o australiano Stephen Bird foi oitavo na última Olimpíada e é o favorito a beliscar a vaga do continente.

Além disso, sempre existe a possibilidade de o Besuntado, que agora é uma celebridade mundial, receber um convite da comissão tripartite (COI, comitê organizador, federação internacional), reservado sempre a países sem tradição naquela modalidade.

Em 2016, Taufatofua venceu a seletiva da Oceania na categoria +80kg do taekwondo para se classificar à Rio-2016, onde se destacou ao desfilar sem camisa na Cerimônia de Abertura. Depois, em 2018, ele participou dos Jogos de Inverno por ter cumprido o requisito mínimo para que um país tenha um esquiador no torneio. Ele disputou a prova de 15 quilômetros e terminou em 114º lugar entre 116 participantes.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.