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Blog Olhar Olímpico

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Lesão na coluna tira Nathalia Brígida do Pan e do Mundial de Judô

Demétrio Vecchioli

19/07/2019 15h49

Nathalia Brigida ganha o bronze em Toronto (Danilo Verpa/Folhapress)

O judô brasileiro terá mais um desfalque importante nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial de Judô, que vai acontecer logo em seguida. Titular da categoria até 48kg, mais leve entre as femininas, Nathália Brígida sofreu uma lesão na coluna, vai precisar passar por cirurgia, e foi cortada da seleção brasileira. No Pan de Toronto, em 2015, ela ganhou a primeira medalha da delegação.

A atleta da Sogipa, de 26 anos, já vinha tratando da lesão, por métodos tradicionais, que não surtiram o efeito esperado. Na última quarta-feira (17), os médicos decidiram que ela vai precisar passar por uma artroscopia, que vai deixá-la fora de combate durante cerca de dois meses.

Número 21 do ranking mundial e 22 do ranking olímpico, Nathália confiava um bom resultado no Mundial de Tóquio para subir na lista olímpica e se aproximar de Tóquio. O Mundial, afinal, é a competição que mais dá pontos. Hoje, a segunda brasileira da categoria é Gabriela Chibana, em 29º no ranking olímpico. Vale lembrar que Sarah Menezes, com dificuldades para se manter no peso, hoje luta na categoria até 52kg.

Para o lugar de Nathalia no Mundial, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) vai convocar Alexia Castilhos, da categoria até 63kg e também da Sogipa. A comissão técnica tinha apresentado critérios muito claros para o Mundial: seriam convocadas as nove atletas com mais pontos no ranking mundial após o Grand Slam de Baku, que foi em julho.

Alexia era a 10ª dessa lista e, indo ao Mundial, deverá esquentar a corrida olímpica contra outra atleta sogipana, Ketleyn Quadros. Hoje, Alexia é 19ª do ranking olímpico e Ketleyn a 21ª, ambas dentro da zona de classificação.

O problema é a substituição de Nathalia no Pan, que só permite uma atleta por país por categoria. No peculiar ranking pan-americano, só aparece uma outra brasileira, Larissa Farias, de 22 anos, que nos últimos dois anos e meio só disputou uma competição internacional pelo Brasil, exatamente o Campeonato Pan-Americano do ano passado. Venceu uma luta, perdeu duas.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.