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Blog Olhar Olímpico

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Promotores criam prova alternativa para Semenya correr Diamond League

Demétrio Vecchioli

2020-05-20T19:18:05

20/05/2019 18h05

Caster Semenya, fundista sul-africana (Athit Perawongmetha/Reuters)

Na impossibilidade de Caster Semenya correr suas provas preferidas, devido a recente proibição acatada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), os organizadores do meeting mais importante do calendário internacional deram o famoso "jeitinho". O Prefontaine Classic, que costuma ser a etapa de Eugene (EUA) da Diamond League, terá a disputa dos 3.000m rasos, prova que não é olímpica, mas que é a mais curta do programa internacional entre aquelas em que sul-africana pode competir.

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) decidiu que atletas com hiperandrogenismo só podem disputar provas de 400 metros até 1 milha caso passem por tratamento hormonal. A CAS aprovou a limitação para as distâncias de 400m e 800m, mas sugeriu que a IAAF refizesse os estudos relativos aos 1.500m, o que a entidade máxima do atletismo já disse que não o fará.

Semenya, que costuma correr os 800m e os 1.500m, já disse que não passará pelo tratamento hormonal. Mas, sendo ela a melhor meio-fundista do mundo, sua presença é sempre sinal de visibilidade para os meetings mais importantes do calendário. Só que, por enquanto, ela não tem preparação para disputar os 5.000m em nível competitivo.

Por isso, a solução encontrada pelo Pre Classic foi incluir uma prova de 3.000m no programa deste ano, em Stanford (Califórnia) – o estádio de Eugene, em Ohio, casa da Nike, está sendo reformado para o Mundial de 2021. Como a distância não faz parte do programa olímpico ou Mundial, também não vale para a corrida pelo diamante da Diamond League. A etapa acontece no dia 30 de junho.

Em Stanford, os 3.000m serão um encontro das melhores fundistas do mundo, de provas diferentes. Estão confirmados nomes como a etíope Genzebe Dibaba, recordista mundial dos 1.500m e de cinco distâncias no indoor, a queniana Hellen Obiri, campeã mundial dos 5.000m, a etíope Almaz Ayana, campeã e recordista mundial dos 10.000m, e a holandesa Sifan Hassan, recordista mundial dos 5km (em rua). 

 

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.