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Blog Olhar Olímpico

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Jovem de 20 anos fatura segunda medalha do Brasil no Mundial de Taekwondo

Demétrio Vecchioli

2018-05-20T19:17:00

18/05/2019 17h00

Milena Titoneli, bronze no Mundial de Taekwondo

Aos 20 anos, a jovem Milena Titoneli se tornou neste sábado (18) a segunda brasileira a ir ao pódio do Mundial de Taekwondo, que está sendo disputado em Manchester, na Inglaterra. Ela conquistou uma vitória incrível nas quartas de final, com um golpe no último segundo, mas acabou derrotada na semifinal pela turca Nur Tatar, campeã em 2017. Acabou com a medalha de bronze.

Antes, na sexta (16), Paulo Ricardo de Melo também havia faturado o bronze, na categoria até 54 quilos. Com 22 anos e estreando em campeonatos mundiais, Paulinho, como é conhecido, caiu na semifinal para o sul-coreano Jun Seo Bae. Antes, ele havia vencido três quatro lutas. O lutador é de Assú, no interior do Rio Grande do Norte, onde treina e mora até hoje.

Já Milena, da categoria até 67kg, vem da mesma academia de São Caetano do Sul (SP) do medalhista olímpico Maicon Siqueira, a Two Brothers Team – ele luta domingo (19) no Mundial, na categoria acima de 87 quilos. A garota é apontada como esperança do taekwondo brasileiro há algum tempo e inclusive representou o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014.

Por enquanto, o Brasil vem fazendo um bom Mundial, especialmente com seus jovens lutadores. Edival Pontes, o Netinho (21 anos), e Gabriele Siqueira (25) pararam nas oitavas de final de suas categorias. Bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude do ano passado, Sandy Macedo (18) perdeu nas quartas de final, ficando a uma vitória da medalha. João Pedro Chaves (27) só caiu diante do campeão olímpico Ceick Cisse.


Mais experiente, Talisca Reis (29) perdeu logo na estreia, enquanto Henrique Precioso (35) caiu na segunda luta. No domingo ainda lutam Caroline Gomes, Ícaro Miguel (brasileiro mais bem posicionado no ranking mundial, em oitavo) e Maicon Andrade. 

Vale ressaltar que os Mundiais de Taekwondo têm oito categorias de peso femininas e oito masculinas, enquanto que nos Jogos Olímpicos só são disputadas quatro de cada gênero. É comum que os atletas das categorias intermediárias (que não são olímpicas) subam ou baixem de peso em busca de vaga para os Jogos. A categoria de Milena (67kg) e de Sandy (57kg) são olímpicas, mas não a de Paulinho (54kg). Ele busca classificação para Tóquio na até 58kg.

Na história dos Mundiais, o Brasil agora chega a 16 medalhas. Só uma é de ouro, de Natalia Falavigna, em 2005. Desde 2013, o Brasil se acostuma a ganhar bronzes. Guilherme Dias (2013), Venilton Teixeira (2015) e Iris Tang Sing (2015) também têm em casa medalhas bronzeadas. 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.