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Blog Olhar Olímpico

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No palco do Penta, revezamento 4x100m do Brasil é campeão mundial

Demétrio Vecchioli

2012-05-20T19:09:13

12/05/2019 09h13

Paulo André Camilo durante o revezamento (Photo by Matt Roberts/Getty Images)

O atletismo brasileiro conquistou, neste domingo (12), o seu título mais importante desde o ouro olímpico de Thiago Braz. Com uma equipe de renovada, o Brasil tornou-se campeão mundial do revezamento 4x100m no masculino, deixando para trás potências como Estados Unidos e Jamaica. No feminino, o time brasileiro foi quarto colocado em uma prova de baixo nível técnico no Mundial de Revezamentos, em Yokohama, no Japão, mesmo estádio onde a seleção de futebol faturou o Penta, em 2002.

O Mundial de Revezamentos é um formato relativamente novo no calendário da IAAF. Em 2019, ele foi realizado pela quarta vez, a primeira que não em Nassau, nas Bahamas, que sediou todas as três primeiras edições.

A competição não costuma ter tempos tão velozes quanto do Mundial de Atletismo em si, não porque tem atletas piores, mas porque acontece no comecinho da temporada internacional. O time dos Estados Unidos, que foi prata, por exemplo, tinha Michel Rodgers, Justin Gatlin, Isiah Young e Noah Lynes, todos entre os oito melhores do mundo em 2018 nos 100m.

Mesmo correndo com um time norte-americano desse nível, o Brasil fez bonito. Rodrigo do Nascimento abriu bem e fez uma passagem de bastão perfeita para Jorge Vides. Derick Silva, de 21 anos foi o terceiro e passou para Paulo André Camilo, de 20. O brasileiro mais perto de baixar a casa dos 10 segundos (tem 10s02 nesta tempo) foi velocíssimo na reta e garantiu o ouro.

O Brasil completou a prova em 38s05, contra 38s07 dos Estados Unidos. O bronze foi para a Grã-Bretanha, que marcou 38s15 com Chijindu Ujah, Harry Aikines-Areyeet, Adam Gemili e Nathaneel Mitchell-Blake – praticamente o mesmo time que faturou o título mundial em Londres, em 2017, no último Mundial de Atletismo. Sem Usain Bolt, agora aposentado, a Jamaica terminou só em quinto, atrás também da China.

Entre as mulheres, o Brasil ficou muito perto do bronze, graças uma ótima reta de Vitória Rosa, mas se contentou com o quarto lugar. O tempo foi ruim: 43s75. Em Londres, por exemplo, a equipe brasileira passou raspando à final, com um tempo mais de um segundo melhor. No Japão, os EUA foi ouro, a Jamaica prata e a Alemanha bronze, sete centésimos à frente do time das novatas Ana Carolina Azevedo, Lorraine Martins, Franciela Krasucki e Vitória Rosa

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.