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Blog Olhar Olímpico

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Promessas para 2020, Pumputis e Lanza ficam perto do Mundial

Demétrio Vecchioli

2017-04-20T19:18:48

17/04/2019 18h48

Caio Pumputis (Satiro Sodré/SSPress/CBDA).

Já faz alguns anos que Caio Pumputis é apontado como próximo grande nadador brasileiro. Esse futuro está cada vez mais próximo. Nesta quarta-feira (17), ele foi o destaque do segundo dia de disputas do Troféu Brasil, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. Aos 20 anos, Pumputis ganhou os 200m peito e praticamente se garantiu no Mundial de Gwangju (Coreia do Sul), que vai acontecer em julho.

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Ao vencer com 2min09s93, ele atingiu o índice A da Fina para o Mundial, assumindo o 16º lugar no ranking mundial. Além dele, também Vinicius Lanza obteve índice nesta quarta, vencendo os 100m borboleta com 51s66. A marca é a sexta do mundo em 2019.

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) já definiu que serão convocados até 24 atletas, com garantia de que serão chamados os componentes dos revezamentos, desde que a soma dos tempos dos quatro nadadores seja melhor do que o tempo da equipe sétima colocada no Mundial 2017. Como o 4x100m medley muito provavelmente atingirá o critério, Lanza será convocado.

Tanto Lanza quanto Pumputis vêm de boa temporada na NCAA, a liga universitária norte-americana. Com a diferença que Lanza, que venceu os 100 borboleta, encerrou sua carreira universitária aos 22 anos. Pumputis, quarto nos 200 peito, ainda compete por outros dois anos. Tem muito a crescer.

"Venho de resultados bons nos Estados Unidos, mas lá nós nadamos em jardas. É quase outro esporte. Temos que nos adaptar. Estou feliz com meu resultado. Queria nadar para 50s, mas para o primeiro dia está bom. Ainda temos outros dias de competição e resultados melhores ainda podem vir", disse Lanza, à CBDA.

Renovação

No feminino, enfim uma renovação. Giovanna Diamante foi segunda colocada nos 100m borboleta, prova vencida pela norte-americana Mallory Elisabet, que nada pelo Minas. A jovem de 22 anos fez o tempo de 58s57, mas ficou a 9 centésimos do índice.

Daiene Dias foi bronze no Mundial de Piscina Curta no fim do ano passado nos 100m borboleta, mas nesta quarta-feira decepcionou com um quinto lugar, apenas. Daynara de Paula foi um pouco melhor, em terceiro.

Decepção também nos 800m livre, mas com um garoto. Recordista sul-americano, Guilherme Costa nadou muito mal e chegou só na quarta colocação. A vitória ficou com Miguel Valente, do Minas, seguido por Diogo Villarinho e Bruce Almeida. O tempo de Miguel não é suficiente para levá-lo ao Mundial.

Depois de ficar 16 meses suspenso por doping, Thiago Simon voltou apenas com o sexto lugar nos 200m peito, prova na qual é especialista. Seis anos mais jovem, Andreas Mickosz, de 22 anos, ficou com a prata. Já nos 100m borboleta a prova foi dominada pelos garotos. Lanza com ouro, Iago Moussalem (52s57) com a prata e Gabriel Fantoni (53s00) com o bronze. Ambos têm 20 anos, apenas. 

Por enquanto, vão ao Mundial Breno Correia (200m livre e 4x200m livre), Fernando Scheffer (200m livre e 4x200m livre), Luiz Altamir (4x200m livre), João de Lucca (4x200m livre), Guilherme Guido (100m costas e 4x100m medley) e Vinicius Lanza (100m borboleta e 4x100m medley).

Etiene Medeiros (100m costas), Viviane Jungblut (800m livre) e Caio Pumputis (200m peito) têm índice, mas dependem de outros fatores. Caso mais de 24 atletas se classifiquem, as vagas ficarão com os que tiverem melhor colocação no ranking de 2018, considerando dois atletas por país. Entre eles, a prioridade é de Caio, seguido de Etiene (22ª) e Viviane (26ª).

Ainda há a possibilidade de o 4x100m medley feminino do Brasil conseguir vaga, o que garantiria a classificação de Etiene e Giovanna. Mas, para isso, as vencedoras dos 100m livre e dos 100m peito teriam que melhorar em mais de um segundo suas marcas em relação ao das vencedoras do Maria Lenk do ano passado.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.