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Flamengo fecha com Isaquias e deixa porta aberta para novos reforços

Demétrio Vecchioli

04/02/2019 12h09

Isaquias Queiroz (divulgação)

Não é só no futebol e no basquete que o Flamengo quer ser protagonista de contratações. Nesta segunda-feira (4), o clube rubro-negro anunciou a contratação de Isaquias Queiroz, maior nome do Brasil na Olimpíada do Rio. A informação foi inicialmente publicada pelo O Globo e confirmada ao Olhar Olímpico por Marcelo Vido, diretor-executivo de Esportes Olímpicos do Flamengo.

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"A gente continua com as equipes fortes que já tínhamos em outras modalidades, como ginástica artística. Mas essa é a primeira contratação de impacto da nova gestão. Exceto basquete e vôlei, que já estão no meio da temporada, nas outras modalidades a temporada está começando e a gente está sendo de olho no mercado, dentro do que nosso orçamento permite. A gente quer ser um dos maiores clubes olímpicos do país", diz Vido.

A chegada de Isaquias também é confirmação da força do trabalho do dirigente, que liderou a reconstrução do Flamengo como clube olímpico durante a gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Tanto que Rodolfo Landim, mesmo trocando os vice-presidentes de Esportes Olímpicos e de Remo e Canoagem (responsável pela contratação de Isaquias), manteve Vido no clube.

Essa não é a primeira vez que o canoísta, natural da Bahia, defende o Flamengo. No comecinho da carreira, ele chegou a vestir as cores rubro-negras, mas em um modelo antigo, basicamente de fornecimento de material esportivo. Em dezembro, Isaquias procurou o Flamengo e se ofereceu. Visitou a Gávea e as conversas avançaram, ficando dependentes do interesse da nova diretoria, que topou a contratação.

Vido destaca que, como vem fazendo em outras modalidades, o Flamengo primeiro se estruturou para depois contratar Isaquias. Graças a um convênio com o Comitê Brasileiro de Clubes, com recursos da Lei Agnelo/Piva, comprou novos barcos de remo e canoagem em 2017. "Agora temos uma boa flotilha, um pátio bem estruturado. Nosso crescimento envolve equipamentos, recursos humanos, gestores, técnico…", enfatiza o dirigente.

De acordo com ele, o investimento na canoagem será de cerca de R$ 350 mil ao ano, o que inclui treinadores, viagens e treinamentos. A equipe, que já tinha atletas de categorias de base, que treinam na Lagoa Rodrigo de Freitas, também foi reforçada com Jacky Godmann, também da seleção brasileira, e Caio Ribeiro, medalhista paralímpico.

Isaquias, que antes defendia o Paulistano, de São Paulo, deverá participar de ações no Rio, mas vai continuar morando e treinando em Lagoa Santa (MG), onde o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBC) mantêm um centro de treinamento. Na terça (5), ele será apresentado à torcida rubro-negra durante o jogo contra o Sesi/Franca, pelo Novo Basquete Brasil, às 20 horas, no Tijuca.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.