Topo
Blog Olhar Olímpico

Blog Olhar Olímpico

Beisebol brasileiro fracassa em casa e fica fora do Pan e da Olimpíada

Demétrio Vecchioli

04/02/2019 16h18

Andre Rienzo, da seleção brasileira de beisebol (divulgação)

A seleção brasileira de beisebol não vai aos Jogos Pan-Americanos de Lima, este ano. Nem à Olimpíada de Tóquio, no ano que vem. Mesmo jogando em casa, o Brasil perdeu os três jogos que disputou no Pré-Pan, realizado na semana passada em São Paulo e Ibiúna (SP), e não conseguiu vaga em Lima-2019. O Pan, por sua vez, era caminho obrigatório para uma improvável classificação olímpica.

O beisebol foi esporte olímpico até Pequim-2008, deixando o programa em Londres-2012. Agora, retorna em Tóquio-2020, tendo no softbol seu equivalente feminino. No Pan, a modalidade não deixou de ser disputada, mas desde 2003 o Brasil não consegue se classificar. Em 2007, no Rio, até disputou a competição, como convidado, mas ficou em último no grupo – venceu um jogo, apenas.

A expectativa era voltar ao Pan este ano, em um novo momento do beisebol brasileiro, que passou a formar atletas que jogam nas principais ligas norte-americanas. Diversos desses jogadores não puderam ser convocados, mas mesmo assim o Brasil contou com nomes como André Rienzo, primeiro arremessador brasileiro na MLB, que hoje joga no México, e Thyago Vieira, arremessador do Chicago White Sox.

Em uma competição marcada pelas fortes chuvas, que inviabilizaram a sede em São Paulo, no campo do Bom Retiro, concentrando os jogos no CT da Yakult em Ibiúna, o Brasil só perdeu. Na fase de grupos, perdeu para México, República Dominicana e Nicarágua. As quatro vagas no Pan ficaram com Colômbia, Rep. Dominicana, Nicarágua e Canadá. Argentina (campeã sul-americana, vencendo o Brasil na final), Porto Rico e Cuba (campeão e vice dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe) e Peru (dono da casa) também estão classificados.

No seu retorno ao programa olímpico, o beisebol terá apenas seis equipes lutando por três lugares no pódio. Uma vaga é do Japão, anfitrião de Tóquio-2020, e duas serão distribuídas pela Premier, uma espécie de Liga Mundial. A América tem uma vaga garantida, que será definida em um Pré-Olímpico no começo do ano que vem, com os times da Premier (EUA, Cuba, México, Venezuela, Porto Rico, Canadá e República Dominicana), mais os dois melhores do Pan que não esses.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.