Topo
Blog Olhar Olímpico

Blog Olhar Olímpico

Governo federal defende intercâmbio com a China por mais medalhas

Demétrio Vecchioli

29/01/2019 17h21

General Marco Aurélio, no centro, durante evento na CBF

Ao tomar posse como ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB) já havia citado o interesse em uma parceria estratégica com a China no esporte. Nesta terça-feira (29) foi a vez de o secretário especial de Esporte, general Marco Aurélio Vieira, também falar sobre manter relação com o país chinês em busca de um melhor resultado no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos.

+ Ministro exalta militares e propõe 'trocar figurinha' com China no esporte
+ Com Bolsonaro, alto escalão do Esporte terá a mesma cara de sempre

"O governo (federal) enxerga essa parceria com muito bons olhos porque é possível que, a partir deste entendimento, tenhamos o início de um intercâmbio com contrapartidas chinesas em outras modalidades esportivas", ressaltou o general, em declarações reproduzidas pela assessoria de imprensa do Ministério da Cidadania. Esse intercâmbio esportivos entre os dois governos existe desde 2013, no governo Dilma, e recebeu promessa de ser estendido no ano passado, durante o governo Temer.  

Nesta terça, Marco Aurélio participou, no Rio, da visita de uma comitiva chinesa à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os chineses firmaram uma parceria com a CBF para que a entidade, utilizando a metodologia do programa CBF Academy, treine professores e técnicos que atuarão nas escolas chinesas.

Na segunda-feira à noite, a delegação chinesa e dirigentes da CBF já haviam se reunido em Brasília com o ministro Osmar Terra, que mais uma vez falou de intercâmbio. "Temos que estabelecer um intercâmbio com o mundo. É como os chineses estão fazendo: eles estão buscando uma experiência de fora que eles não têm. Precisamos fazer a mesma coisa e não é só com a China. É com a Rússia, com os Estados Unidos e com todos os países que possam nos ajudar a desenvolver o esporte de alto rendimento no Brasil para termos chances de conquistar mais medalhas nas Olimpíadas."

A ideia está longe de ser nova. Em 2013, o governo chinês abriu espaço para que jovens atletas dos saltos ornamentais do Brasil fizessem estágio em uma universidade local. Entre as atletas beneficiadas estava, por exemplo, Ingrid Oliveira, principal nome da modalidade no Brasil atualmente. O balanço da empreitada, porém, não foi bom, com os atletas sendo mal alimentados e obrigados a fazerem rotinas exaustivas de treinamento.

Dois anos depois, em 2015, os governos do Brasil e da China acertaram que os chineses investiria R$ 1,7 milhão para receber 40 atletas brasileiros de badminton e tênis de mesa, que treinariam na Ásia visando a Olimpíada e a Paraolímpiada do Rio. Em abril do ano passado, um acordo de cooperação técnica foi fechado exclusivamente para o futebol de areia.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.