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Blog Olhar Olímpico

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Em possível última prova da carreira, Cielo ajuda Brasil a ser bronze

Demétrio Vecchioli

2015-12-20T18:09:24

15/12/2018 09h24

Revezamento 4×50 medley (Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Cesar Cielo se isolou como brasileiro com maior número de medalhas em campeonatos mundiais entre todos os esportes ao ajudar a equipe do revezamento 4x50m medley a ganhar o bronze no Mundial de Piscina Curta, neste sábado, em Hangzhou, na China. Existe uma grande probabilidade de esta ter sido a última prova da carreira do campeão olímpico de 2008, que está perto de se aposentar.

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Pela manhã, Cesão abriu mão de disputar as eliminatórias dos 100m livre, apesar de ter vencido esta prova na seletiva nacional, o Troféu José Finkel. No domingo, é incerta sua participação no revezamento 4x100m livre, na qual o Brasil também tem chances reais de medalha. Por ter sido o melhor do Finkel, em tese ele teria direito de nadar ao menos a eliminatória.

Nem pessoas próximas do nadador têm certeza dos próximos passos. Ele tem contrato com o Pinheiros só até o fim do ano e dificilmente irá renovar. Depois de se tornar sócio de uma empresa de equipamentos de natação, Cielo passou a treinar apenas uma vez ao dia, em horário diferente do restante do time paulistano, com os juvenis. No Mundial, ele claramente não apresenta a forma física usual, o corpo saradíssimo.

Como não está inscrito para o Open (que acontece semana que vem em Porto Alegre), é muito provável que o Mundial seja sua última competição. Aí, a dúvida é se ele nada mais uma vez no torneio, no 4x100m medley, ou se não. Aí, ele terá se despedido neste sábado, quando ganhou sua 19ª medalha em Mundiais. Deixou para trás Robert Scheidt, que tem 18 – o blog considera os Jogos Mundiais de Vela, competição quadrianual realizada até 2006, também como Mundial.

Na final deste sábado, Cielo não fez grande apresentação. Recebeu em segundo, a 0s15 da Rússia, e completou em terceiro, atrás também dos Estados Unidos e à frente da Itália por apenas 0s05. Fez sua parcial em 21s02, expressivamente mais lento que os representantes da Rússia (20s22), EUA (20s31) e Itália (20s40).

A prova foi aberta por Guilherme Guido, que completou o nado costa em 22s97 e entregou em terceiro. Felipe Lima deixou os Estados Unidos para trás, depois de ser o segundo mais rápido do nado peito, e entregou para Nicholas Santos em segundo. Recordista mundial do borboleta, Nicholas manteve a classificação. Depois, ele voltaria para a piscina para ganhar os 50m borboleta.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.