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Blog Olhar Olímpico

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Breno Correia leva revezamento 4x100m ao bronze no 1º dia do Mundial

Demétrio Vecchioli

2011-12-20T18:11:14

11/12/2018 11h14

Revezamento 4x100m livre no Mundial de Curta (divulgação/CBDA)

Anote esse nome: Breno Correia. Pouco conhecido até o começo deste ano, o jovem de 19 anos foi fundamental para que o Brasil ganhasse, nesta terça-feira (11), sua primeira medalha no Mundial de Natação em Piscina Curta, no 4x100m livre. Com um final de prova espetacular dele, a equipe brasileira formada também por Matheus Santana, Cesar Cielo e Marcelo Chierighini garantiu o bronze, deixando para trás a Itália na última braçada de Breno.

Mais lento pela manhã, Matheus Santana abriu o revezamento para 46s83. Na sequência Chierighini completou seus 100m metros em 46s37, enquanto que Cesar Cielo fez 46s34. A medalha parecia uma meta difícil, mas Breno Correia voou. Completou sua parte em 45s61 e salvou um dia que vinha sendo ruim para a equipe para o país.

Essa é a terceira medalha seguida do 4x100m livre brasileiro, que foi prata no Mundial de Natação do ano passado e campeão do Pan-Pacífico, este ano. Desta vez, o Brasil (3min05s15) ficou distante de Estados Unidos (3min03s03) e Rússia (3min03s11), vencendo a Itália por 0s05. E o fez mesmo com uma equipe diferente da do Pan-Pacífico, quando o time teve Pedro Spajari, Gabriel Santos, Marco Antônio Ferreira e Chierighini, o único presente nas três conquistas.

Pensando em Tóquio-2020, a disputa por vagas no revezamento deve ser intensa, incluindo também Bruno Fratus, que sofreu lesão no ombro que o tirou do Pan-Pacífico e da seletiva para o Mundial. Por outro lado, Cesar Cielo deve se despedir do time. O Mundial deve marcar sua aposentadoria.

Nem tudo são flores

Os brasileiros que voaram nas eliminatórias, pela manhã (no horário chinês), não conseguiram repetir o desempenho à noite. Quem o diga Felipe Lima, que avançou para a semifinal dos 100m peito com o quinto tempo das eliminatórias (57s14), mas não conseguiu vaga na final – exatamente como no Mundial de 2016. Ficou em 12º, com 57s30. Também veterano, João Luiz Gomes Junior, que já havia nadado mal nas eliminatórias, com 57s62, até melhorou, para 57s26, mas ficou longe de uma vaga na final.

Três das jovens revelações da natação brasileira até nadaram bem pela manhã, mas saíram do primeiro dia do Mundial sem medalhas. Fernando Scheffer, de 20 anos, fez o terceiro tempo das eliminatórias dos 400m livre, melhorando em quase dois segundos seu próprio recorde sul-americano (3min39s10), mas na final forçou demais nos primeiros 100 metros e não aguentou o ritmo. Terminou em oitavo, com 3min39s40.

Nos 200m medley, Caio Pumputis, de apenas 19 anos, fez a segunda melhor marca das eliminatórias (1min53s33), até melhorou na final (1min53s05), mas terminou em quinto. Com a marca feita no Troféu José Finkel, em São Paulo, ele seria prata. Também estreante, Leonardo Santos, de 23 anos, ficou em sexto na final, com 1min53s38.

Luiz Altamir Melo também foi o terceiro das eliminatórias nos 200m borboleta, com 1min51s31, mas não conseguiu repetir o desempenho na final. Foi sexto, com 1min51s99, em prova que teve novo recorde mundial, do japonês Dalya Seto: 1min48s24. "Não gostei do meu resultado. Deixei tudo na piscina, mas eles foram melhores", comentou ao SporTV. Leonardo de Deus, que foi medalhista de prata no Pan-Pacífico nesta prova, foi só o 18º das eliminatórias, quase dois segundos e meio mais lento do que no Troféu José Finkel.

As mulheres da equipe brasileira também não conseguiram vagas nas finais. Com 1min54s87, Manuella Lyrio ficou a apenas 0s05 de avançar à final dos 200m livre, com o nono tempo nas eliminatórias. Larissa Oliveira veio logo atrás, um centésimo mais lenta. Já Etiene Medeiros decepcionou nos 100m costas: fez apenas o 21º tempo, longe de disputar vaga na final.

No segundo dia do Mundial, nesta quarta, o Brasil disputa a final dos 100m costas com Guilherme Guido, que fez o melhor tempo das eliminatórias e o segundo melhor das semifinais. O dia ainda reserva eliminatórias e finais dos 200m livre, prova na qual o Brasil terá Luiz Altamir e Breno Correia, além do 4x50m livre misto, em que há esperança de medalha.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.