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Blog Olhar Olímpico

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Com goteira e reforma milionária, Velódromo fecha e não recebe Brasileiro

Demétrio Vecchioli

09/11/2018 04h00

(Getty Images/Getty Images)

Ainda não será desta vez que o principal campeonato nacional de ciclismo de pista vai acontecer no único velódromo fechado do país. Quinze meses depois de ter parte de sua cobertura queimada por um balão, o Velódromo do Rio está de novo fechado. E, ao que tudo indica, ele só vai reabrir depois de passar por uma reforma milionária.

Se em 2016 o Velódromo ainda não havia sido reinaugurado e em 2017 o seu custo de utilização era incompatível com a verba disponível para o Campeonato Brasileiro, este ano estava tudo combinado para que a pista enfim recebesse a competição. Esta semana, porém, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) informou que o evento, marcado para o fim do mês, teve que mudar de local.

De acordo com a CBC, o adiamento foi necessário porque o Velódromo carioca encontra-se "fechado para reparação dos danos ocasionados pela forte chuva que destruiu parte da sua cobertura nas últimas semanas". A competição estava marcada para ir de 25 de novembro a 2 de dezembro. Agora, terá que mais uma vez ser realizada na pista aberta da Indaiatuba, no interior de São Paulo, na semana seguinte.

Em julho do ano passado – e, depois, também em dezembro -, o Velódromo foi atingido pela queda de um balão. Uma obra paliativa foi feita por uma empresa então recém-aberta, que recebeu R$ 200 mil para jogar uma lona sobre a área queimada. Só quase um ano e meio depois, porém, é que o problema será de fato corrigido.

Na semana passada, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) recebeu propostas de empresas interessadas na reforma. Na documentação do edital custa uma previsão de que a obra custe cerca de R$ 2,6 milhões.

Questionada pelo blog, a AGLO não falou em valores. Também não informou quando pretende começar a obra, nem terminar. Disse que só poderá fornecer tais informações depois da fase de recursos do pregão.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.