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Blog Olhar Olímpico

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Tóquio-2020 começa a vender ingressos, que custam a partir de R$ 85

Demétrio Vecchioli

20/07/2018 14h13

Mascotes de Tóquio-2020 ainda não têm nome

Os organizadores dos Jogos de Tóquio esperaram a Copa do Mundo de futebol acabar para começar a esquentar o clima para a próxima Olimpíada. Nesta sexta-feira (20) foram divulgados os preços dos ingressos, assim como teve o início a fase de cadastro para os interessados em adquiri-los. As entradas custam a partir de 2.500 ienes – o equivalente a R$ 85.

Assim como aconteceu no Brasil, o comitê organizador de Tóquio-2020 reservou uma grande parte dos ingressos para serem vendidos a "preços populares" – ainda que, na cotação para real, os valores soem salgados. Metade das entradas custa 8 mil ienes ou menos. Ou seja: até R$ 270.

Há faixa de ingressos a um preço "simbólico" (segundo os organizadores) para família e grupos residentes no Japão que incluam crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de escolas. Esses ingressos vão custar 2.020 ienes, o equivalente a menos de R$ 70. Só que os brasileiros não têm acesso a comprá-los.

Para a Cerimônia de Abertura, os ingressos custam a partir de R$ 406, com valores chegando até a bagatela de R$ 10 mil. Outras entradas superam a casa da centena de milhares de ienes. Finais do atletismo podem custar até 130 mil ienes (R$ 4.400) e as da natação 108 mil ienes (R$ 3.600).

Boa parte das modalidades têm preços máximos que ficam abaixo de R$ 250. São os casos de maratona aquática, tiro com arco, ciclismo de estrada, ciclismo MTB e pentatlo moderno, por exemplo.

Por enquanto o comitê organizador ainda não revelou detalhes das programações – por exemplo, que dia será a final dos 100m no atletismo. Existe apenas um calendário geral, divulgado na quarta-feira, em que dias serão disputadas as provas de cada modalidade.

O cronograma é muito parecido com o do Rio-2016, com poucas variações – por exemplo, o mountain bike sai do último fim de semana e vai para o primeiro. Os primeiros jogos, de futebol e softbol, serão dia no dia 22 de agosto, com a cerimônia de abertura quatro dias depois. O dia 25 será o "super sábado", com a disputa de 23 modalidades.

Natação

Só não, por enquanto, uma definição de datas para natação, saltos ornamentais e nado artístico (antigo nado sincronizado), três modalidades que vão utilizar o mesmo parque aquático, o Olympics Aquatic Centre, em Tóquio. Isso porque a natação vai consumir nove dias (e não seis, como no Rio, e é necessário um planejamento detalhado do uso do espaço).

Só na quinta COI revelou que as finais da natação serão na etapa da manhã, com as eliminatórias acontecendo na etapa da tarde. É o inverso do que acontece em todas as grandes competições da modalidade. Nos Jogos Olímpicos, essa inversão só havia ocorrido uma vez, em Pequim-2008.

A mudança acontece porque a NBC, detentora dos direitos de transmissão nos Estados Unidos, ganhou uma queda de braço com a NHK, emissora japonesa. Os americanos faziam questão de ter as finais da natação transmitidas em horário nobre, o que desagradava os asiáticos, que não queriam um evento desse porte passando na televisão pela manhã.

Como a NBC é quem paga mais pelos direitos, prevaleceu a vontade dos norte-americanos. Vale lembrar que, na Rio-2016, as finais do atletismo chegaram a entrar madrugada adentro, também para que passassem em horário nobre nos EUA. O COI negou que tenha se reunido com a NBC para discutir o tema.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.