Blog Olhar Olímpico

Rainha, Sir e tênis futurístico: por que Maratona de Londres será histórica

Demétrio Vecchioli

21/04/2018 04h00

Acordar às 6h00 de um domingo raramente é uma boa ideia para quem não está acostumado a ver o sol nascendo. Mas, neste fim de semana, quem fizer esse sacrifício vai ser recompensado com uma prova histórica. A Maratona de Londres deste ano já será única pelo fato de a largada ser dada pela primeira vez pela rainha Elizabeth II. Mas não é só isso: a presença do cavaleiro real Mo Farah e do tênis futurístico Nike Zoom Vaporfly Elite Flyprint dão um sabor à mais à prova, que, quem sabe, pode terminar com um recorde mundial.

Quer dizer, só a quebra do recorde mundial seria pouco perto do que planejam os organizadores desta que é uma das mais tradicionais maratonas do mundo. A meta, ninguém esconde, é que pela primeira vez os 42.195 metros da prova sejam percorridos em um tempo menor do que duas horas. Hoje, o recorde mundial é 2h02s57, do queniano Dennis Kimetto, desde a Maratona de Berlim de 2014.

Já são quatro anos que as principais maratonas do mundo se apresentam com a meta de fazer história. Mas talvez nenhuma tenha se esforçado tanto quanto Londres, este ano. A começar pelo time de estrelas escalado: o queniano Eliud Kipchoge, atual campeão olímpico e maratonista mais rápido da história, o etíope Kenenisa Bekele, homem que chegou mais perto da marca de Kimetto em provas válidas para recordes, e o britânico Mo Farah, bicampeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m em pista e que fará a segunda maratona da carreira, a primeira desde que passou de fato a treinar exclusivamente para maratonas.

Kipchoge é o grande favorito a, quem sabe, bater um novo recorde. O queniano, bicampeão de Londres (2015 e 2016), será o único privilegiado a usar o tênis futurístico da Nike, o Nike Zoom Vaporfly Elite Flyprint, uma evolução do Nike Zoom Vaporfly Elite, usado pelo queniano em Berlim. No ano passado, a ideia também era tentar quebrar o recorde mundial, mas a chuva deixou o tênis, feito em impressora 3D, muito pesado. Mesmo assim, ele ficou a apenas 36 do recorde.

Em condições ideais, em Monza, no ano passado, em uma prova completamente monitorada pela Nike (e, por isso, inválida para obtenção de recordes), Kipchoge fez 2h00min25, melhor marca da história para a distância. Em Londres estará um pouco mais calor do que o ideal (o dia promete ser de sol, com temperaturas na casa dos 23ºC, mais altas da história da maratona londrina), mas nada que de fato atrapalhe a obtenção de uma boa marca.

E, para ajudar (ou atrapalhar), o queniano terá a companhia de dois atletas velocíssimos. Bekele ficou a seis segundos de bater o recorde mundial em Berlim, em 2016, enquanto Mo Farah está treinado para mostrar todo o seu potencial, que não é pouco. Fundista acostumado às provas de pista, pode ajudar a imprimir velocidade, além de ser um concorrente real pela vitória.

Além disso tudo, há o apelo da presença da rainha e de seus netos Willian e Harry para acompanhar a prova. Tanto é que 386.050 pessoas se registraram pedindo para disputar a prova, que sorteou apenas 40 mil inscrições. De qualquer forma, trata-se do maior número de registros para uma maratona na história. A corrida será transmitida pelo SporTV.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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