Blog Olhar Olímpico

'Displicente' e com barba, Fratus vai à final em 3º; Cielo passa com última vaga

Demétrio Vecchioli

28/07/2017 13h20

Crédito: Simone Castrovillari/SSPress/CBDA

Pela regularidade que apresentou durante toda a temporada, Bruno Fratus chegou ao Mundial de Natação com a moral em alta e como um dos rivais a serem batidos nos 50m livre. Nesta sexta-feira, em Budapeste (Hungria) ele brincou com esse favoritismo. Apareceu para nadar a semifinal com barba (o que diminui a sensibilidade do corpo) e disse que competiu de forma “displicente”. Mesmo assim, avançou com o terceiro melhor tempo. Cesar Cielo fez o que sabia que precisava fazer e passou com a oitava e última vaga.

“Entrei na água meio esquisito. Estava relaxado demais, nem fiz a barba. Entrei na água meio displicente, abri um pouco o braço, a transição foi meio funda. É que sou um menino inexperiente, que nunca competiu (irônico). Entrei relaxado demais”, afirmou na zona mista.

Quando questionado sobre o motivo de deixar a barba por fazer, Bruno disse que optou por não apará-la nesta sexta para que amanhã não ficasse todo empolado quando aparecesse na tevê. Até tentou explicar como a barba dele fica depois de dois cortes seguidos.

Conversa para boi dormir. Fratus nadou barbudo para reafirmar sua posição de favorito, que pode até nadar relaxado que passa bem à final. Perguntado se queria dar um recado para os adversários, disse que “não, magiiiiiina” enquanto piscava e fazia todo o tipo de caras e bocas para dar a resposta verdadeira: “sim”.

Bronze no Mundial de Kazan, em 2015, Fratus quer mais. Mas isso não significa que ele ficaria satisfeito com uma medalha de prata. O problema é combinar com Caeleb Dressel, outro que adora provocar – ficou bem mais tempo do que o normal para tirar a roupa e subir no bloco. O norte-americano venceu a primeira bateria com 21s29, segunda melhor marca da história sem os trajes tecnológicos. Na noite de quinta, bateu o recorde norte-americano dos 100m livre.

Na final, Fratus também terá como principais adversários o russo Vladimir Morozov (21s45) na semifinal e o britânico Benjamin Proud (21s60, também), campeão dos 50m borboleta. Além, é claro, de Cesar Cielo, que se classificou com o oitavo tempo, 21s77, dois centésimos abaixo da marca que fez no Troféu Maria Lenk, e exatamente dentro do que ele havia planejado. Deixou fora da final o norte-americano Nathan Adrian e o australiano Cameron McEvoy, dois dos favoritos antes do Mundial começar.

“Eu tinha visto a outra série. Esta tentando não ver, para ser sincero, mas com o som alto lá no aquecimento não tinha como não ver. Então eu sabia o que tinha que fazer. Achava que 21s7 era suficiente e foi um chute bom. Minha saída de hoje cedo foi melhor do que hoje à noite. Ainda podemos melhorar”, disse Cesão, que vai para sua quinta final em Mundiais nos 50m livre. “O objetivo era entrar na final independente da raia; Amanhã não tenho nada a perder”.

Mais Brasil – Ainda nesta sexta-feira, Henrique Martins nadou a semifinal dos 100m borboleta e não conseguiu se classificar à final. Ele até voltou a fazer a melhor marca da carreira, baixando em 0s01 seu tempo da manhã, mas ficou apenas na 11ª colocação geral entre 16 nadadores. Os oito melhores passaram à final, com destaque, mais uma vez, para Dressel, dono da melhor marca.

Ainda que a final não tenha vindo, o resultado do Henrique empolga o Brasil para o revezamento 4x100m medley masculino, prova que fecha a programação do Mundial no domingo. Além de Henrique, que foi sexto nos 50m borboleta, o time terá Guilherme Guido (costas), João Luiz Gomes Jr (peito) e Marcelo Chierighini (crawl). Todos foram finalistas de suas provas.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque, interior de SP, vive na capital paulista desde que começou a estudar jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde terminou a graduação em 2007 e a pós-graduação em 2011. Após início na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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