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Olhar Olímpico

Com confederação em crise, COB vai bancar ida de atletas do taekwondo a Mundial

Demétrio Vecchioli

20/04/2017 16h31

Como a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) passa por intervenção e está impedida de receber recursos públicos, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) assumiu o compromisso de preparar e levar a seleção brasileira para o Mundial de Muju, na Coreia do Sul, que será realizado entre os dias 24 e 30 de junho. A medalhista olímpica Nathalia Falavigna foi apontada pelo COB como coordenadora técnica do projeto.

O comitê se comprometeu a cumprir o papel que caberia à CBTKD, do planejamento até a efetiva participação no torneio. "Esta é uma estratégia do COB de atuar junto às seleções nacionais de confederações que estão necessitando deste tipo de suporte. Temos uma boa antecedência para o campeonato mundial, que nos permite planejar bem essa fase final de preparação e chegar na competição em boas condições", avaliou Jorge Bichara, gerente-geral de Alto Rendimento do COB.

O taekwondo vem rendendo bons resultados para o esporte brasileiro. O Brasil subiu ao pódio nos Mundiais de 2013 (Guilherme Dias, com bronze) e 2015 (Venilton Teixeira e Iris Sing, ambos com bronze também) e ainda ganhou uma medalha olímpica com Maicon Andrade. Em 2014, Edival Marques foi campeão olímpico da Juventude. Desses cinco, porém, só Edival e Maicon seguem na seleção brasileira para 2016.

Eles estarão em um camping de treinamento bancado pelo COB, no Rio, entre 22 e 27 de maio. De acordo com o COB, o comitê também proporcionará à equipe um período de aclimatação em um país da Ásia, para adaptação ao clima e fuso horário antes da chegada na Coreia.

"Eu vejo essa iniciativa com muito bons olhos. O COB é um modelo de gestão esportiva que passa muita segurança aos atletas. Nesse momento é muito importante que o COB abrace o taekwondo. Quando falamos de uma preparação boa, o resultado não são só as medalhas. As prioridades deste momento são estruturar um grupo e ter uma unidade de seleção brasileira", disse Natalia Falavigna, via assessoria.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.