Blog Olhar Olímpico

Antiga parceira consegue na Justiça o bloqueio das contas do Co-Rio-2016

Demétrio Vecchioli

20/04/2018 04h00

Endividado, o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 agora está também com suas contas penhoradas. A decisão foi tomada pela 9.ª Vara Cível do Rio, que determinou o bloqueio de R$ 3,052 milhões do Rio-2016 para o pagamento de uma dívida que o órgão tem com a empresa Top Gourmet, integrante do grupo multinacional GL Events.

O contrato era referente à prestação de serviços de alimentação nas áreas de hospitalidade do Campo de Golfe, no Engenhão, e no Centro Nacional de Hipismo. A GL Events alega que só recebeu uma das três parcelas que totalizavam R$ 9,072 milhões.

Pelo que informou a assessoria de imprensa da Justiça do Rio, o Comitê Rio-2016 chegou a pedir a suspensão da penhora e a inclusão do Estado e do Município do Rio de Janeiro como executados na ação. Isso porque, no contrato que criou o comitê, ficou acertado que prefeitura e governo estadual seriam responsáveis por assumir eventuais dívidas deixadas.

A juíza Daniella Valle Huguenin rejeitou o pedido. “Ainda que existam documentos firmados pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Município do Rio de Janeiro, o contrato fora realizado tão somente entre as partes assinaladas, e, caso houvesse solidariedade no que tange a tal responsabilidade, não afetaria a presente execução, podendo o devedor, pelas vias apropriadas, manejar os procedimentos necessários para seu ressarcimento, se o desejasse”, escreveu a magistrada na decisão.

A relação entre o Comitê Rio-2016 e a GL Events é complexa e foi tema de longa reportagem da Agência Sport Light, em outubro do ano passado. Na matéria, o repórter Lucio de Castro mostra que a GL Events, concessionária do Riocentro e da Arena da Barra (Juanesse Arena), reformou as duas estruturas para a Olimpíada. De acordo com o então prefeito Eduardo Paes, a empresa gastou R$ 51 milhões na construção do pavilhão 6 do Riocnetro, R$ 12 milhões em obras em outros pavilhões e mais R$ 10 milhões na Arena.

Ao mesmo tempo, de acordo com informações da GL para a Sport Light, o Comitê Rio-2016 fechou 23 contratos com o grupo, num total de R$ 159 milhões., para as empresas GL Events (10), Fagga (11), Top Gourmet (somente este) e Hotel Grand Mercure Riocentro (um).

O Comitê Rio-2016 está em processo de dissolução e, desde a prisão e posterior renúncia de Carlos Arthur Nuzman, encontra-se também acéfalo. Paulo Wanderley, que assumiu seu lugar na presidência do COB, se recusou a se tornar também presidente do Rio-2016.

Interinamente, o cargo ficou com Edson Menezes, um dos membros do conselho diretor. Em fevereiro, Toninho Fernandes, então presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) foi indicado como novo presidente e aceitaria o cargo. Mas no mês seguinte, abalado por denúncias feitas pelo Olhar Olímpico, ele não se elegeu para uma cadeira no Conselho de Administração do COB e, em seguida, renunciou à CBAt.

Fragilizado politicamente e precisando tratar de uma hérnia de hiato que atrapalha sua qualidade de vida, Toninho acabou por recusar o convite.

A reportagem tentou falar com a defesa da Rio-2016, que não retornou as ligações.

 

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Está disponível para críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas no demetrio.prado@gmail.com.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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