Blog Olhar Olímpico

Bruno Chateaubriand monta CT na Arena Carioca e muda cara da ginástica do Rio

Demétrio Vecchioli

27/05/2017 04h00

Arena Carioca 3 ganhou um CT de ginástica

A Arena Carioca 3, única que a prefeitura não repassou para o governo federal administrar, está ganhando uma nova cara. Famoso na noite carioca, Bruno Chateaubriand arregaçou as mangas e, como novo presidente da Federação de Ginástica do Estado do Rio de Janeiro (FGERJ), conseguiu instalar na arena olímpica um centro de treinamento com aparelhos de última geração de ginástica artística, dois aparelhos para trampolim e um tablado para ginástica rítmica. A ideia é que o local sirva para formar novos atletas, uma vez que a seleção brasileira tem seu CT ali do lado, na antiga HSBC Arena (hoje Jeunesse Arena), construída para o Pan de 2007.

Para conseguir montar um CT para sua federação, Bruno não fez milagre nem precisou recorrer à sua fortuna. Os aparelhos haviam sido adquiridos pelo Ministério do Esporte em 2015 e doados à federação, que os disponibilizou para Universidade Federal do Rio (UFRJ). Desde então, a aparelhagem estava toda estocada numa sala da UFRJ, se deteriorando sem nunca ter sido usada.

“Quando fiquei sabendo, falei que a gente tinha que tirar de lá imediatamente. Aí entrou a parte burocrática, manda ofício, pede apoio, até a gente conseguir tirar de lá. A UFRJ queria ficar com os equipamentos, óbvio, mas tiveram dois anos para colocar em funcionamento e não puseram. Em duas semanas, coloquei em funcionamento”, contou Bruno, ao blog.

O espaço na Arena Carioca 3 foi conseguido junto à subsecretaria de esportes do Rio, a ex-presidente do Flamengo Patrícia Amorim. Sem nenhum alarde, ela já ocupou boa parte da estrutura com equipamentos de badminton, tênis de mesa e lutas. A ginástica conseguiu uma área expressiva e começou as instalar os aparelhos nesta sexta, depois que Bruno conseguiu que uma empresa especializada em pisos, a Lonarte, forrasse todo o chão de forma gratuita.

O presidente da FGERJ, afinal, tem uma agenda de contatos invejável. Ele foi repórter do Programa Amaury Jr, é um badalado organizador de festas, tem entrada em boa parte da sociedade carioca e é dono de uma editora especializada em casamentos. Sua faceta menos conhecida talvez seja a de ex-ginasta de trampolim, e dos bons. Foi a três Campeonatos Mundiais (1992, 1994 e 1996) e chegou a ser árbitro internacional. A carreira só foi encerrada por conta do casamento com o empresário André Ramos, de quem Bruno se separou em março.

O fim do casamento também marcou a reaproximação de Bruno com a ginástica. Agente dos irmãos Diego e Daniele Hypolito há uma década, ele expandiu a carteira de clientes para boa parte da elite da modalidade no Brasil e, enquanto seus funcionários cuidam da sua empresa de comunicação, o empresário passou a respirar ginástica. “Minha doação tem sido praticamente integral. Acordo às 6h da manhã e já vivo ginástica. O modelo de uma federação é muito ruim porque é centrado na figura do presidente e dos filiados”, diz.

Bruno sabe do que fala. Bastaram cinco minutos de conversa com este blogueiro para o dirigente desconstruir qualquer imagem estereotipada que se faça do socialite carioca. Pergunto se como presidente ele prefere formar um medalhista olímpico ou mil atletas. Ele não tem dúvida: “Mil atletas. A função da federação é estimular a pratica esportiva. Gerar medalhas é do comitê olímpico. No nosso caso é formar de repente 10 mil atletas. Isso sim provoca transformação na sociedade.”

Segundo ele, ninguém vai utilizar o CT que ele está montando na Arena Carioca 3 enquanto a prefeitura não montar lá um posto médico com desfibrilador, duas macas, equipamentos de primeiros socorros e um profissional da área de saúde. Além disso, ainda não há professores para trabalhar lá, problema que ele vai discutir com a diretoria da FGERJ quando a estrutura estiver montada. “Um passo de cada vez”, afirma. A ideia é que escolas municipais levem crianças ao local para terem um primeiro contato com a ginástica. Além disso, todos os clubes poderão utilizar a estruturada de alguma forma.

Sob a gestão dele, o Rio conseguiu atrair o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística por aparelhos, que está marcado para outubro. “Não dá nem para acreditar que uma cidade olímpica não organizava um campeonato a nível nacional fazia mais de uma década”, afirma, citando que o último havia sido há 14 anos.

Sobre o autor

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque, interior de SP, vive na capital paulista desde que começou a estudar jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde terminou a graduação em 2007 e a pós-graduação em 2011. Após início na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Focado na cobertura olímpica, produziu o Giro Olímpico para o UOL e reportagens especiais para a revista IstoÉ 2016. Criador do Olimpílulas, foi colunista da Rádio Estadão e blogueiro do Estadão, pelo qual cobriu os Jogos do Rio-2016.

Sobre o blog

Um espaço que olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. Aqui tem destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa.

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